Primeiro imóvel: cinco erros que compradores devem evitar

Primeiro imóvel: cinco erros que compradores devem evitar

A compra do primeiro imóvel é, sem dúvida, a realização de um sonho para muitos brasileiros. Mas existem fatores que podem comprometer a negociação e tornar esse momento um pesadelo. Por isso, seguir alguns passos pode tornar a jornada de aquisição mais tranquila e assertiva.

De acordo com Bruno Fabbriani, CEO da Incorporadora BFabbriani, existem determinadas informações sobre esse tipo de investimento que passam despercebidas e que podem inviabilizar a compra da casa própria. “Muitos daqueles que encontram o imóvel que sonham podem fazer uma oferta e até obter a pré-aprovação. Mas existem etapas que não podem ser ignoradas até que a venda seja fechada”, afirma.

Confira cinco erros comuns e que podem ser evitados por compradores de primeira viagem na hora de adquirir um imóvel:

  1. Não verificar o orçamento

Algumas pessoas, segundo Fabbriani, têm dificuldade em simular como as parcelas do financiamento afetarão o orçamento doméstico, calculando apenas uma parte dos gastos. “Além do custo do imóvel em si, é necessário verificar as taxas de juros – que são variáveis – gastos com reformas e aquisição de móveis, por exemplo. Além disso, dependendo da renda e do valor do imóvel, as instituições financeiras podem não aprovar o empréstimo. Por isso, é fundamental checar a aprovação de crédito antes de iniciar qualquer negociação ou pagar qualquer entrada”, explica.

Outro ponto importante é se certificar de que o valor do financiamento comprometa, no máximo, 30% da renda, bem como verificar a possibilidade de utilização do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) ou a verificação de outros tipos de amortização possíveis. Nestes casos, é preciso avaliar as possibilidades, entender as regras para uso do saldo disponível e, só então, fechar negócio. “Indicamos assinar qualquer acordo apenas após ciência de todo esse processo”, diz.

2. Acreditar que precisa de um valor muito alto para a entrada

Muitos compradores de primeira viagem assumem que precisam de um adiantamento alto para adquirir um imóvel. Mas, embora obviamente isso traga vantagens para a negociação, não é regra. “Esperar que se tenha mais da metade do valor do imóvel para realizar esse sonho pode atrasar o cronograma de compra em anos. Além disso, geralmente, quanto mais tempo passa, mais altos os preços ficam — o que fará com que o adiantamento seja ainda maior. Felizmente, existem diferentes opções disponíveis hoje que podem ajudar quem dispõe de um menor valor para pagamento inicial”, comenta o CEO da Incorporadora BFabbriani.

3. Não analisar a documentação do imóvel

O especialista destaca que é preciso verificar se a propriedade está legalizada, não contendo nenhum agravante na documentação. Documentos como: certidões negativas de IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e INSS (Receita Previdenciária), comprovantes de quitação dos serviços essenciais, como água, energia e telefone (no caso de imóveis que já estão habitados), certidões negativas da Justiça Federal, Criminal e Cível, além da matrícula atualizada no Cartório de Registros do município trazem mais segurança para todo comprador e evitam dores de cabeça no futuro.

4. Não contar com ajuda especializada

Um corretor de imóveis experiente pode ajudar a restringir as escolhas e identificar problemas (tanto com a propriedade física quanto no processo de negociação com os vendedores). “A maioria deles auxilia em toda a transação, inclusive com a documentação necessária, dando mais tranquilidade para o fechamento do negócio”, explica Fabbriani.

5. Deixar de considerar o valor de revenda

Pode parecer estranho pensar em vender um empreendimento antes mesmo de comprá-lo, mas é importante pensar na possibilidade de revenda. Localização – não só a região, mas se há fácil acesso ao imóvel -, credibilidade da construtora, número de quartos e vagas de garagem são alguns dos pontos que todo comprador deve considerar. “Esses são itens, assim como a análise do histórico de valorização da região e infraestrutura do condomínio, que com certeza agregam valor no futuro, caso seja necessário vender a propriedade”, finaliza o empresário.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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