Abate de bovinos no Brasil volta a crescer após dois anos de queda

Aumento de 19,1% no abate de fêmeas foi fundamental para a retomada
O abate de bovinos voltou a crescer em 2022 depois de dois anos seguidos de queda. Foram 29,80 milhões de cabeças no ano passado, aumento de 7,5% frente ao ano anterior, ou 2,09 milhões de cabeças a mais. Ao alcançar 56,15 milhões de cabeças, o abate de suínos teve um crescimento de 5,9% em relação ao ano anterior e estabeleceu um recorde na série histórica.

Os dados são da Estatística da Produção Pecuária, divulgada nesta quarta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O analista da pesquisa, Bernardo Viscardi, disse que o aumento de 19,1% no abate de fêmeas foi fundamental para essa retomada do abate de bovinos. “São os ciclos da pecuária. Depois de um período de retenção das vacas para procriação, seguido pela entrada dos bezerros no mercado e sua consequente desvalorização pelo aumento da oferta, as fêmeas começam a ser destinadas ao abate”, explica em texto no site do IBGE.
O estado de Mato Grosso permanece na liderança do ranking nacional no abate de bovinos. A participação do estado no total do país ficou em 15,8%. Na sequência está São Paulo, com 11,5%, e Mato Grosso do Sul, com 11%.
Abate de suínos cresce 5,9% e atinge patamar recorde
Em 2022, foram abatidos 56,15 milhões de cabeças de suínos, representando um aumento de 5,9% (+3,10 milhões de cabeças) em relação a 2021 e um novo recorde para a pesquisa.
Todos os meses de 2022 registraram variações positivas em relação ao ano anterior, e em maio houve a maior alta (+417,01 mil cabeças). No acumulado de 2022, as exportações de carne suína in natura mantiveram-se em um patamar elevado, -0,1% abaixo do recorde do ano anterior. O panorama para a suinocultura continuou desafiador, com altos custos de produção e oferta abundante, o que afetou o retorno da atividade para os produtores.
O abate de 3,10 milhões de cabeças de suínos a mais em 2022, ante o ano anterior, foi impulsionado por aumentos em 19 das 25 unidades da federação participantes da pesquisa. Houve aumentos em: Santa Catarina (+972,43 mil cabeças), Paraná (+735,94 mil cabeças), Rio Grande do Sul (+404,69 mil cabeças), São Paulo (+355,54 mil cabeças), Minas Gerais (+281,59 mil cabeças), Mato Grosso do Sul (+236,06 mil cabeças) e Goiás (+49,13 mil cabeças). Em contrapartida, houve queda em Mato Grosso (-51,68 mil cabeças).
Santa Catarina manteve a liderança em 2022, com 28,5% do abate de suínos nacional, seguido por Paraná (20,4%) e Rio Grande do Sul (17,3%).
O abate de suínos somou 13,89 milhões de cabeças no 4º trimestre de 2022, com alta de 3,4% ante o mesmo trimestre de 2021 e queda de 4,0% frente ao trimestre anterior. Foi o melhor 4° trimestre da série histórica, desde 1997, com aumentos em 16 das 24 unidades da federação participantes da pesquisa.








