Está inadimplente? Evite perder sua CNH renegociando suas dívidas

Está inadimplente? Evite perder sua CNH renegociando suas dívidas

QuiteJá, Zapay e TC dão dicas de como lidar em situações de dívidas e inadimplência

Em decorrência da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), no dia 9 de fevereiro, a constitucionalização do Código de Processo Civil (CPC), passou a permitir a apreensão de documentos como a carteira nacional de habilitação e passaporte, além de vetarem a participação em concursos públicos e licitações, para aqueles que estiverem inadimplentes, visto que o valor médio de dívida por cidadão é de mais de 4 mil reais.

Com um cenário de 10 votos a 1, a partir de agora a sanção já está prevista no Código de Processo Civil, como uma forma de obrigar a quitação das dívidas. De acordo com o Mapa da Inadimplência e Renegociação de Dívidas do Serasa do ano de 2022, 69,4 milhões de brasileiros estavam em situação de inadimplência, o que comparado com o ano anterior, apresentou um aumento de 7,8%, com 63,97 milhões. O número representa 42,76% da população adulta brasileira.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) indicou que 24,3 milhões de contratos atrasados foram negociados pelo sistema bancário entre março de 2020 e novembro de 2022. Por conta da nova situação legislativa é imprescindível que a sociedade se eduque e tenha conhecimento dos recursos que pode utilizar para evitar ou negociar suas dívidas e sair da inadimplência.

Renegociação de dívidas

A QuiteJá é uma assessoria digital de renegociação de dívidas que faz parte do grupo Sinqia e é integrante da unidade de negócios Sinqia Digital. É baseada 100% em tecnologia digital de ponta a ponta, e faz mais de 10 mil negociações por dia. Essas ferramentas facilitam e agilizam o processo, já que estão 24 horas por dia e 7 dias da semana à disposição do cliente, além de oferecer atendimento personalizado e evitar constrangimento.

Segundo Luiz Fernando Marchiori, Head de Negócios da QuiteJá, o primeiro passo para a renegociação de suas dívidas, é entendê-las. “Para o cliente conseguir dimensionar os débitos, descobrir as melhores ofertas e definir prioridades de qual é a melhor proposta para resolver dívidas, é super importante que o devedor se permita conhecer todas as oportunidades disponíveis. Diversos estudos já realizados pela QuiteJá indicam que muitos devedores deixam de renegociar seus débitos pois sequer conhecem todas as possibilidades e oportunidades que os credores podem oferecer”. Luiz ainda acrescenta que alguns pilares são características fundamentais para se planejar e sair do vermelho como: organização, força de vontade e comprometimento.

Negocie a dívida, pois quanto mais tempo permanecer em aberto, maiores são os juros acumulados. Deixar de pagar uma fatura ou contrato traz consequências negativas, que variam de acordo com a instituição financeira e o tempo de atraso do pagamento, que vão desde a negativação ou perda de limites, sobretudo no cartão de crédito, algo muito delicado, pois muitas pessoas contam com o cartão de crédito como um aliado, quando não existe mais dinheiro no débito. É preciso considerar também a cobrança de juros, multas e até encargos. As taxas do cartão estão entre as mais altas do mercado.

É possível obter descontos em negociações, independente do local devedor. Em lojas de varejo, bancos, financeiras, crediários, entre outros, o ideal é fazer o pagamento à vista. Existem propostas que podem conceder, dependendo do caso, até 90% de desconto nesta escolha. A restituição do Imposto de Renda e o FGTS podem ser direcionados para essa finalidade. Outras ainda flexibilizam descontos à vista parcelando em até 12 vezes sem juros, entendendo o momento atual da economia nacional, ou ainda, parcelamentos mesmo com juros que podem chegar até 120 meses.

 

Por isso, “mesmo que sejam cobrados juros no parcelamento dos acordos, as taxas aplicadas são em média relativamente menores em comparação com outras linhas de crédito, assim deve-se priorizar resolver as dívidas que têm juros mais altos como cartão de crédito, cheque especial ou quando tiver algum bem em garantia, substituindo tais juros por taxas menores praticadas nas negociações” conclui Luiz Fernando.

Parcelamento de débitos veiculares

Zapay é uma startup focada em facilitar a vida dos proprietários de veículos, especializada no pagamento e na desburocratização dos débitos veiculares. Por meio do aplicativo, motoristas podem consultar, através da placa do carro, débitos de trânsito e realizar pagamentos de multas, impostos e IPVA, mesmo que atrasados, com opção de pagamento pelo PIX ou em até 12 vezes no cartão de crédito.

O IPVA é um tributo pago anualmente por proprietários de veículos, cuja alíquota varia de estado para estado, entre 1% a 4% do valor do veículo. Em São Paulo, por exemplo, quem atrasar o IPVA paga uma multa diária de 0,33% do montante do imposto. Após dois meses de atraso, o índice fixado é de 20%. Os juros são calculados de acordo com a alíquota mensal da taxa Selic vigente.

Pedro Vogado, Diretor de Relações Institucionais da Zapay, reforça a importância de estar atento às datas de vencimento desse imposto cobrado em cada estado, para não entrar em dívidas. “Como é um valor alto, que muitas pessoas podem não dispor, o parcelamento é uma opção, e com a Zapay, é possível esticar o parcelamento em até 12 vezes ou até mesmo pagar uma parte em PIX e outra no cartão de crédito”, explica.

A Zapay é credenciada junto à Secretaria Nacional de Trânsito (SENATRAN), pela portaria Nº 750, publicada em 18 de outubro de 2018 no Diário Oficial da União, que autoriza, viabiliza e assegura a sua atuação no parcelamento de débitos veiculares em todo território nacional.

Aposte na educação financeira

Para Washington Bischachin, planner da casa de análises do TC, a principal dica é: controle o seu dinheiro. “Tire poucos minutos diários para investigar sua vida financeira e identificar as causas e efeitos dos seus gastos — 20 minutos diários ou 1 hora por semana podem ser suficientes. Não procrastine e encaixe esse exercício na sua rotina. Caso contrário, em algum momento da sua vida, o dinheiro vai te dominar. Quando precisar para alguma emergência, fazer uma viagem ou comprar algo para seu filho, não terá recursos e precisará recorrer ao empréstimo” alerta o especialista.

Outro ponto importante é fazer o levantamento dos seus gastos: olhar extratos bancários, dos cartões de crédito, de transferências e anotações em agendas ou cadernos. “É mais trabalhoso, mas funciona. Com isso, torna-se mais fácil tomar decisões, saber o que é urgente e se, de fato, precisa ter determinada despesa naquele momento ou se pode esperar. Estabeleça um estilo de controle. Tem pessoas que gostam de planilhas, outras gostam de aplicativos ou cadernos. Facilite o processo”, comenta BIschachin.

No caso de endividamento, é importante priorizar as contas que consegue pagar agora pode aliviar seu orçamento, pois não adianta pagar dívidas e continuar no cheque especial, no vermelho ou até mesmo criar uma nova dívida.

Porém, o analista indica procurar ajuda, em último caso, já que existem profissionais no mercado que entendem melhor do assunto e possuem estratégias que podem ajudar. “Como planejador financeiro, diariamente ajudo clientes a investirem melhor e gerir melhor seu patrimônio, se precavendo de cenários incertos. Muitas acham que mentoria financeira é custo, mas não é. Mudança de hábito é necessário. Opte por mentores que peguem na sua mão e lhe ajudem a se reerguer”, finaliza.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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