Trabalho pode ser motivador de tristeza e estresse

Trabalho pode ser motivador de tristeza e estresse
Exhausted African American employee working on project in office. Man and women in casual sitting and standing at table and using laptops. Multiethnic staff concept

Como anda a saúde mental da sociedade brasileira? Para muitos a resposta é que não anda nada bem. Professor, médico, Ph.D., consultor em desenvolvimento humano e especialista em gestão estratégica de pessoas, Roberto Aylmer, chama a atenção para um dos motivos desse desequilíbrio, que é o ambiente hostil no trabalho, impactando o indivíduo não só dentro da organização, mas em sua vida como um todo. Para ele, o contexto organizacional está cada dia mais complexo e não é inteligente atuar sobre os sintomas do Burnout sem entender o sistema.

Ele lembra que, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), mais de uma a cada cinco pessoas empregadas já sofreu alguma forma de violência e assédio no local de trabalho em todo o mundo. Dados do Tribunal Superior do Trabalho (TST) apontam que, somente em 2021, foram ajuizados, na Justiça do Trabalho, mais de 52 mil casos relacionados a assédio moral e mais de três mil relativos a assédio sexual em todo o país, provando que tais violências são numerosas no ambiente corporativo.

Para o professor, a perda progressiva do interesse e das competências no trabalho tem um forte impacto na produtividade e podem gerar consequências graves na segurança do trabalho. Por isso, é preciso atuar preventivamente nos elementos conhecidos e que impactam a saúde mental dos colaboradores. “Nesse cenário, o papel da liderança é fundamental. “São os líderes que são o ponto focal para o suporte ou a pressão sobre o colaborador. O chefe direto pode gerar medo ou motivação”, explica.

Segundo Aylmer, tenso e com medo, o trabalhador desenvolve mecanismos de sobrevivência que não geram transparência. É ativado um sistema de alerta contínuo no cérebro, como se a pessoa vivesse na iminência de um perigo. “Ele não pode fugir, então congela e gasta mais energia, tem preocupação constante”, afirma o professor, acrescentando que há um sequestro moral e o colaborador faz coisas que não faria, agrada e colabora sem concordar, apenas para sobreviver, pois é impossível ter saúde mental quando há medo.

Estudo da Gallup apontou que a sensação de tristeza e estresse aumentou na última década. A pesquisa notou que um a cada três entrevistados perceberam esses sentimentos negativos de forma predominante. Muitos são os motivos, tais como preocupações socioeconômicas, políticas, familiares e também movidas pelo trabalho. “A pandemia agravou um cenário que já existia e notou-se um aumento nos casos de burnout devido à alta pressão que os trabalhadores sentiram com as mudanças corporativas, a ponto da Organização Mundial da Saúde (OMS), classificá-la como uma doença ocupacional”, concluiu.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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