Ciesp aponta macrotendências que moldarão o emprego nas próximas décadas

Rafael Cervone.
Habilidades comportamentais como resiliência, versatilidade e inteligência emocional serão cada vez mais valorizadas pelos RHs
Com a proximidade do Dia do Trabalho, celebrado nesta sexta-feira, 1º de maio, o debate sobre o futuro das carreiras ganha um novo fôlego. Para além do domínio técnico ou acadêmico, competências como resiliência, versatilidade e inteligência emocional consolidam-se como as grandes apostas para o mercado de trabalho nos próximos anos.
As mudanças, que impactam diretamente o planejamento de empregadores e empregados, foram detalhadas pelo presidente do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), Rafael Cervone, durante a palestra “Macrotendências Mundiais até 2040”, que aconteceu na tarde desta terça (28) na sede da Distrital Leste do Ciesp na capital paulista. Segundo o executivo, essas soft skills serão os diferenciais decisivos em um cenário global em constante transformação.
Cervone fez sua apresentação para quase 40 lideranças empresariais e abordou nove temas: saúde; alimentos; energia; infraestrutura; urbanização; perfil do consumidor; trabalho e qualificação; segurança e entretenimento e turismo.
Alterações Profundas
Segundo ele, o mercado de trabalho tende a passar por “alterações profundas” com maior flexibilidade nas relações de trabalho, intensificação do trabalho remoto e híbrido, maior diversidade, alta demanda em serviços de TI e concorrência internacional por mão de obra qualificada.
“Ao mesmo tempo, nós vamos ter que adaptar o mercado de trabalho. As empresas têm dificuldade de contratação e nós precisamos atrair e reter cada vez mais os talentos.” Segundo ele ainda, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) precisará passar por reformas que permitam maior flexibilidade e versatilidade, acompanhando as aspirações das novas gerações, que já não buscam permanecer décadas em um mesmo cargo ou empresa.
Outro desafio crucial é reposicionar a imagem da indústria perante o trabalhador, destacando-a como um polo de inovação e modernidade. “Precisamos mostrar que a indústria ainda é altamente atrativa. Talvez não nos enxerguem mais como uma atividade desejável para trabalhar; ainda enxergam muito o capacete, mas não veem toda a inovação, tecnologia, design, novos materiais e Inteligência Artificial que o setor, desde o início, propõe e proporciona. A Revolução Industrial veio da indústria”, disse o presidente do Ciesp.
Na palestra, ele também explicou que a tendência é que haja mudanças mais frequentes de carreira e que surgirão novas profissões, ao mesmo tempo em que haverá o aumento do empreendedorismo.








