Paraná supera 3,2 milhões de empregos formais e reforça protagonismo no mercado de trabalho nacional

Paraná supera 3,2 milhões de empregos formais e reforça protagonismo no mercado de trabalho nacional

Estudo da Fecomércio PR mostra avanço no estoque de vagas, mas desaceleração nas novas contratações indica cenário mais cauteloso

Às vésperas do Dia do Trabalho, levantamento da Fecomércio PR com base em dados do Caged e Censo Demográfico traça um panorama abrangente do mercado formal paranaense e confirma a relevância do estado na geração de empregos no país. Em 2025, o Paraná encerrou o ano com mais de 3,2 milhões de trabalhadores com carteira assinada, o equivalente a 6,81% dos vínculos formais do Brasil, que somou 48,4 milhões de postos de trabalho.

Nos dois primeiros meses de 2026, o estoque de empregos formais no estado avançou para 3,3 milhões, mantendo trajetória positiva. Ainda assim, o estudo aponta uma mudança importante na dinâmica do mercado de trabalho: embora o saldo entre admissões e desligamentos permaneça positivo, o ritmo de criação de novas vagas perdeu intensidade tanto no Paraná quanto no Brasil. O movimento decorre do fato de que, apesar do crescimento nas admissões, o volume de desligamentos passou a avançar em ritmo superior.

No contexto da participação por gênero no mercado de trabalho, em 2025, 55,1% das contratações realizadas no Paraná foram ocupadas por homens, resultado alinhado à composição ainda majoritariamente masculina da população economicamente ativa, o que influencia diretamente a participação nos fluxos de admissão.

Serviços lideram e sustentam o emprego no estado

O setor de serviços permanece como principal empregador paranaense, com estoque de 1.436.803 trabalhadores formais em 2025. Na sequência aparecem a indústria geral, com 803.378 vínculos, e o comércio, com 763.474 empregos. A construção civil contabilizou 173.325 trabalhadores, enquanto a agricultura respondeu por 120.132 postos formais.

Para o assessor econômico da Fecomércio PR, Lucas Dezordi, o cenário segue positivo, mas revela mudanças estruturais importantes. “O mercado de trabalho no Paraná manteve a continuidade na geração de empregos em 2025 e nestes primeiros meses de 2026, porém com alterações relevantes em sua dinâmica. O crescimento segue sustentado principalmente pelos setores de serviços e pela administração pública, enquanto indústria, comércio e construção demonstram perda de fôlego, com desaceleração significativa em relação ao ano anterior. Isso indica um ambiente mais cauteloso, com menor intensidade nas contratações e maior dependência de atividades essenciais para sustentar o nível de emprego”, avalia.

Formalização acima da média nacional

Os dados do Censo de 2022 reforçam a qualidade relativa do mercado de trabalho paranaense. No estado, 82,3% dos trabalhadores possuem carteira assinada, índice superior à média nacional, de 75,3%.

Comércio mantém saldo positivo, mas perde ritmo

Dentro do setor comercial, o varejo segue como principal gerador de empregos, com 502.593 vínculos formais, seguido pelo comércio atacadista, com 167.772, e pelo segmento de comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas, com 93.109 postos.

Apesar de manter saldo positivo de 14.509 novas vagas em 2025, o comércio paranaense registrou desaceleração expressiva de 35,1% na geração de empregos em relação ao ano anterior. O varejo, embora tenha criado 9.429 postos, apresentou forte retração no ritmo de expansão. O comércio atacadista também desacelerou, com 3.445 vagas, enquanto o segmento automotivo apresentou retração ainda mais intensa.

Perfil das vagas e rotatividade

A maior geração de empregos está concentrada em funções operacionais, atendimento e vendas. O grupo de trabalhadores dos serviços e vendedores do comércio em lojas e mercados liderou a criação de postos, com saldo de 37.328 vagas. Em seguida aparecem os trabalhadores da produção de bens e serviços industriais, com 24.136 novos postos.

Ao mesmo tempo, esses setores também apresentam maior rotatividade. Comércio e serviços registram tempo médio de permanência de 13,5 meses, seguidos pela indústria, com 13,7 meses, e pelos serviços administrativos, com 15,7 meses.

Perspectivas

O retrato do mercado de trabalho paranaense revela um estado que segue ampliando seu estoque de empregos formais e preserva posição de destaque nacional, mas em um ambiente mais seletivo e menos acelerado. “O avanço continua, sobretudo nos serviços, enquanto segmentos mais sensíveis ao consumo e ao crédito demonstram desaceleração. A tendência é de continuidade na geração de empregos, porém em ritmo moderado, exigindo maior atenção à produtividade, qualificação e capacidade de adaptação das empresas e trabalhadores”, pondera o assessor econômico da Fecomércio PR.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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