Existe demissão humanizada? Veja como as empresas podem amenizar o desligamento

Existe demissão humanizada? Veja como as empresas podem amenizar o desligamento

Você já ouviu falar de “kit demissão”? Nas últimas semanas, um post chamou a atenção no LinkedIn: uma coordenadora de departamento pessoal fez uma postagem com um texto sobre a importância da demissão humanizada, empática e saudável em respeito a trajetória do colaborador durante o período em que ele passou na empresa. Mas não foi o texto que causou polêmica na rede social profissional, mas sim a foto compartilhada – a de uma cesta com chocolates e um balão com as palavras “com amor”.

Depois de virar meme, o caso abriu a discussão sobre o que, de fato, significa demitir de forma empática. Neste ano, com a onda de layoffs, muitos ex-colaboradores têm relatado nas redes sociais a falta de cuidado no momento do desligamento. Fato é que, demissões sempre são difíceis, mas demitir de forma humanizada proporciona ganhos para a empresa, principalmente em relação à marca empregadora.

Feedbacks

De acordo com pesquisa da SoluCX, três em cada 10 brasileiros falam mal do último emprego que tiveram. Para fazer um processo demissional humanizado, é necessário ter feedbacks regulares sobre a performance do colaborador para que, desta forma, ele não seja pego de surpresa em caso de demissão.

Uma pessoa recém-demitida não espera chocolates e balões, mas outros cuidados por parte das companhias, explica Isabela CorrêaCEO e co-fundadora da B.NOUS, uma edtech focada no gerenciamento e aprimoramento de habilidades humanas e ligadas à inovação. “O desligamento não é um processo fácil, mas as empresas podem adotar medidas para apoiar o colaborador nesse momento delicado e, desta forma, demonstrar empatia e respeito. Oferecer treinamentos online para atualização e capacitação, e estender o plano de saúde, por exemplo, são algumas delas”, diz.

Ao adotar tal metodologia, também há uma redução no número de processos trabalhistas, uma vez que a empresa continua prestando apoio ao colaborador mesmo após a demissão. Com isso, os valores institucionais também são reforçados, a imagem da empresa se mantém positiva e a equipe que permaneceu sofre menos impacto com a saída do colaborador que foi desligado.

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *