Aquecimento do setor da construção civil deve ampliar negócios diretos e indiretos

O relançamento do programa Minha Casa Minha Vida, com a confirmação da intenção do governo de construir 150 mil novas unidades pelo programa apenas na Faixa 1 (destinada a famílias de rendas mais baixas), além da retomada de aproximadamente 83 mil unidades que estão paradas, está deixando o setor da construção e também o de representação comercial animado.
Isso porque, de acordo com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), em 2022, o mercado imobiliário registrou a primeira queda em cinco anos em relação ao número de lançamentos e de unidades residenciais vendidas. Assim, com a retomada do Minha Casa Minha Vida, a expectativa é de um novo aquecimento do mercado.
“Em 2020 e 2021, tivemos a pandemia. Foi um período em que as pessoas ficaram confinadas em casa e começaram a fazer modificações em suas residências. Isso mobilizou o setor. Então, veio 2022, ano eleitoral, com muitas situações nebulosas, muita instabilidade e o mercado se retraiu. Agora, em 2023, há a promessa de que esse programa terá um foco maior do governo e isso é importante, porque a construção civil mobiliza um grande contingente de segmentos e profissionais”, explica o consultor econômico e conselheiro do Conselho Federal de Economia, Carlos Magno Andrioli Bittencourt.
No caso dos representantes comerciais, o consultor explica, isso significa uma ampla gama de oportunidades, justamente devido ao círculo virtuoso que o aquecimento do setor cria. O presidente do Conselho Regional dos Representantes Comerciais do Paraná (Core-PR), Paulo Nauiack, concorda: “Inicialmente, o impacto será sentido diretamente por aqueles que trabalham com fornecedores da construção civil, como quem comercializa materiais de construção, revestimentos, acabamentos etc. Mas a expectativa é que esse aquecimento movimente também outros segmentos, beneficiando ainda mais profissionais da área”, diz.








