Geração Z é a que mais escolhe o shopping pelo mix de lojas, experiências e opções de lazer

Geração Z é a que mais escolhe o shopping pelo mix de lojas, experiências e opções de lazer

Estudo realizado pela Abrasce mapeou o comportamento do frequentador de shopping em mais de 240 cidades do país

A pesquisa “O comportamento dos Frequentadores de Shopping Centers”, elaborada pela Abrasce (Associação Brasileira de Shopping Centers) e Fronte Pesquisa, traz um novo panorama sobre o perfil desse consumidor e, a partir disso, é possível saber como as diferentes gerações se relacionam com os empreendimentos.

Segundo o último Censo Brasileiro de Shopping Centers, cerca de 443 milhões de pessoas frequentam os equipamentos mensalmente em todo o país. Desse total, a recente pesquisa mostrou que a geração Z representa o maior público (43%), o que equivale a aproximadamente 190 milhões de visitas mensais. Já as faixas etárias entre 45 a 59 anos e a partir de 60 anos, conhecidas por muitos como geração prateada, correspondem a cerca de 30% do total (133 milhões de visitas ao mês).

Em termos de preferência, a geração Z é a que mais escolhe o shopping a ser frequentado pelo mix de lojas, experiências proporcionadas e opções de lazer: enquanto a média geral corresponde a 22%, a faixa etária de 17 a 19 anos é a que mais declara essa preferência (26%), seguida pela faixa de 20 a 29 anos (25%).

Enquanto isso, a “geração prateada” é a que mais escolhe o shopping pela localização e estacionamento. Do total, 24% dos respondentes no Brasil disseram considerar a localização como o principal fator para visitar um shopping. Entre os frequentadores na faixa dos 45 a 59 anos, esse percentual é de 27% e, entre aqueles com 60 anos ou +, o índice é de 29%. Em relação ao estacionamento, 7% é média geral dos que optam por um empreendimento a partir das condições do estacionamento. Entre 45 a 59 anos, esse total é de 10%. Entre aqueles como 60 anos ou +, o percentual é de 12%.

Público longevo é o que mais visita o shopping sozinho

A pesquisa avaliou quais as faixas etárias que mais visitam sozinhas o equipamento é o público com 60 anos ou + ficou no topo da lista, representando 26% dessa preferência, seguido pela faixa de 45 a 59 anos (22%). Esse é o público também que prefere ir de carro próprio a outras alternativas de transporte, como carro de aplicativo.

Segurança também é relevante, ainda mais para o perfil mais maduro de consumidor. Esse último ponto, inclusive, também foi destacado pelas duas faixas etárias, que apontaram o shopping como o local mais seguro para realizar compras. Juntando os dois públicos (45 a 59 anos e 60+), os municípios com maior presença desse perfil em shoppings são: Rio de Janeiro (42%), São Paulo e Salvador (36%), Interior de São Paulo e Porto Alegre (35%), e Brasília (33%).

Geração Z é a que mais faz pagamento via pix

A nova modalidade de pagamento é a preferida das faixas etárias de 17 a 19 anos (59%) e de 20 a 29 anos (59%), enquanto a média nacional que opta pela transferência automática é de 52%. Os adolescentes de 17 a 19 anos são os mais motivados a frequentar os shoppings por lazer (48%, contra média nacional de 31%), especialmente se for para ir ao cinema (27%, contra média nacional de 16%) e encontrar pessoas (27%, contra média nacional de 16%).

Por outro lado, são os que menos são motivados a comprar (34%, contra média nacional de 43%) e alimentação (15%, contra média nacional de 21%). Mas, quando vão ao shopping, são os que mais aproveitam para comer (38%, contra média nacional de 35%).

Famílias com crianças

Outro grupo significativo da pesquisa é o de famílias com crianças. Entre os principais dados, o estudo mostra que 68% dos frequentadores vão acompanhados da família quando vão ao shopping e 46% dos respondentes disseram que moram com crianças de até 12 anos. Entre aqueles que moram com crianças de até 12 anos, 63% têm idade entre 30 a 44 anos e 56% estão na faixa dos 20 a 29 anos. Além disso, as cidades que mais têm famílias com crianças de até 12 anos são: Curitiba (55%), Manaus (53%) e Salvador (52%).

Esse público vai ao shopping para se alimentar pelo menos uma vez por semana (38%), em comparação com as famílias sem filhos (24%). Entre as opções de alimentação, as mais buscadas pelas famílias com crianças de até 12 anos são sorveterias, restaurantes com serviço e quiosques. Já entre as opções de lazer, as mais procuradas por esse perfil são espaços de recreação infantil, boliche e arena gamer, teatro e kart.

Pesquisa

“O comportamento dos Frequentadores de Shopping Centers” foi um estudo realizado por meio de um painel online com 4.300 frequentadores de shoppings, com idades acima de 17 anos, e que visitaram algum empreendimento no mês anterior à entrevista – para os moradores das capitais e em regiões metropolitanas -, e há pelo menos dois meses para os residentes nos interiores dos estados. Foram ouvidos clientes dos 26 estados brasileiros + Distrito Federal em mais de 240 cidades que abrigam pelo menos um shopping entre os meses de fevereiro e março deste ano.

Em relação ao âmbito geral da pesquisa, o estudo indicou que 53% pertencem ao gênero feminino e 47% ao masculino. Sobre escolaridade, 56% responderam que cursaram o ensino superior, 38% o ensino médio e 6% o fundamental. As faixas etárias predominantes são: 30 a 44 anos (27%), 20 a 29 anos (26%), 45 a 59 anos (18%), 17 a 19 anos (17%) e 60 anos ou mais (12%). Em termos de renda, 34% dos respondentes disseram receber até 3 salários mínimos mensais (SM), 33% afirmaram receber entre 3,1 a 6 salários mínimo, 19% de 6,1 a 10 salários mínimos, 7% de 10,1 a 15 salários mínimos e 7% acima de 15 salários mínimos.

Em termos de Hábitos e Comportamentos, o levantamento pontua que 24% consideram a localização como o fator mais importante na escolha do shopping e 22% optam pelo empreendimento a partir do mix de lojas. 46% dos consumidores preferem comprar em shopping por considerá-lo um local seguro e 36% o avaliam como um local prático para resolver as necessidades do dia a dia. 65% dos frequentadores vão ao shopping com veículo próprio e o tempo médio de permanência é de 80 minutos.

Em relação a Comportamento de Compras (Física e Online), 74% disseram pagar com cartão de crédito, 63% com débito e 52% já pagam via PIX. Dos respondentes, 75% costumam pesquisar preço online antes de ir a uma loja física. Sobre as preferências, 58% costumam comprar calçados no shopping e 54% vestuário.

Sobre Motivação para ir aos Shoppings, 43% dos consumidores se disseram incentivados a visitar os empreendimentos pelas Compras, 31% pelo Lazer, 21% pela Alimentação e 5% pelos Serviços.

A respeito da Conexão e Engajamento com os Shoppings, a pesquisa mostrou que 92% dos clientes estão satisfeitos com os shoppings que costumam frequentar e 35% possuem algum aplicativo de shopping no celular.

Para o presidente da Abrasce, Glauco Humai, essa nova pesquisa traz um robusto conhecimento sobre as preferências e hábitos do novo frequentador de shopping e, com isso, é possível proporcionar melhores experiências e facilidades para o seu dia a dia. “Conhecer mais profundamente os frequentadores e captar seus sentimentos e percepções são atitudes fundamentais para o setor de shopping centers, que foi extremamente resiliente durante a pandemia e que agora está retomando com força total seu papel no cotidiano das pessoas, através de experiências e conveniências que permitem ao consumidor se sentir confortável, seguro e realizar todas as suas atividades em um único lugar”, comenta o executivo.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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