Dificuldades para conseguir financiamento fez consórcio crescer 300% nos últimos 5 anos

Dificuldades para conseguir financiamento fez consórcio crescer 300% nos últimos 5 anos

Sem comprovação de renda, entrada ou juros, a modalidade tem atraído os brasileiros

Uma das dúvidas mais comuns na hora de comprar um carro, uma moto ou uma casa própria é com relação ao tipo de crédito utilizado por quem não tem o dinheiro para pagamento à vista e quer construir seu patrimônio aos poucos.

Entre as modalidades oferecidas no mercado, duas se destacam, são elas: financiamento e consórcio. Muitas pessoas as consideram similares, porém, a única coisa que as liga é o parcelamento do valor total do bem, uma vez que elas têm regras e vantagens distintas.

O financiamento nada mais é do que um empréstimo de dinheiro de um banco ou instituição financeira para a aquisição de um bem. O comprador paga as parcelas mensais, com juros, até quitá-lo.

Já o consórcio reúne um grupo de pessoas que contribuem mensalmente para um fundo comum. Com isso, os participantes têm a chance de serem contemplados por sorteio ou podem oferecer lances para receberem o valor do crédito e adquirir o seu bem.

Enquanto no financiamento, o comprador se torna proprietário imediatamente, no consórcio é preciso esperar a contemplação. Apesar do financiamento, em tese, ser mais rápido, pois não envolve a espera da contemplação, o caminho até a aprovação dos documentos é longo e, ultimamente, muito difícil, com isso, a busca por consórcios tem disparado nos últimos anos.

“Está cada vez mais difícil conseguir aprovação de financiamento já que grande parte dos brasileiros está endividada e, com isso, os bancos e instituições financeiras têm sido cautelosos com relação à liberação de créditos. Isso está sendo refletido no mercado de consórcios já que não tem a necessidade de comprovação de renda para entrar em um grupo”, revela Anderson Ferreira, superintendente comercial na Âncora consórcios, que teve um aumento de 300% em vendas nos últimos 5 anos.

Anderson Ferreira conta que as vantagens não param por aí. “A segurança também tem atraído mais pessoas para o consórcio, uma vez que não existem juros, apenas taxas administrativas, que gira em torno de 0.5% ao mês, sem contar que o valor da parcela é fixo, o que varia é o lance oferecido pelo consorciado”.

Mas atenção, especialistas ressaltam que ambas são opções seguras e viáveis para adquirir um bem, e a escolha depende das necessidades e preferências individuais, bem como das condições financeiras e objetivos, mas é preciso  procurar empresas idôneas e cadastradas nos órgãos oficiais, no caso do consórcio a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcio (ABAC).

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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