Câmbio desvalorizado mascara o crescimento do comércio da China

Câmbio desvalorizado mascara o crescimento do comércio da China

A reabertura da China pós Covid-19 tem sido bastante desafiador no país. Alto desemprego entre jovens, desaceleração econômica, alto endividamento público são alguns dos problemas da segunda maior economia do mundo.

De acordo com o analista de Macroeconomia e Energia da hEDGEpoint, Victor Arduin, “outro desafio que a China enfrenta é o ritmo de aumentos dos preços, que persistem na zona desinflacionária. Isso reflete a dificuldade em estimular o consumo e o investimento no país”.

Na avaliação do analista, “isso pode levar a uma política fiscal e monetária mais flexível com o tempo. Pequim tem evitado o uso de estímulos econômicos mais agressivos no momento, mas isso não significa que não possa usá-los no futuro”.

Comércio está mudando

Segundo o analista, dados econômicos da China em 2023 têm causado uma mistura de sentimentos no mercado. “Por um lado, a desaceleração econômica do país, motivada por desafios no setor imobiliário, é um sinal de alerta. Por outro lado, sua balança comercial tem se mostrado resiliente, mesmo considerando os altos juros mundiais. Quando medido em dólares, as exportações da China caíram 6,4% em outubro de 2023, enquanto as importações aumentaram 3%. No entanto, essa queda pode ser explicada pela forte desvalorização do yuan em relação ao dólar”, pontua.

O aperto monetário realizado pelos Estados Unidos e outras principais economias do mundo criou um cenário mais adverso para a apreciação das moedas dos mercados emergentes, como a China.

A desvalorização do yuan em relação ao dólar criou uma certa distorção na comparação das importações e exportações da China com o ano anterior, quando o yuan estava mais apreciado. Em parte, isso explica por que, quando medido em dólares, os dados parecem mais amenos.

As exportações da China cresceram 0,4% em relação ao ano anterior, atingindo 19,55 trilhões de yuans para acumulado de 2023, enquanto as importações diminuíram 0,5% em relação ao ano anterior para 14,77 trilhões de yuans, conforme dados da Administração Geral das Alfândegas. No entanto, é importante observar que o perfil do comércio internacional da China está mudando.

O comércio com países ocidentais está diminuindo, com queda de 1,6% com a União Europeia e 7,6% com os Estados Unidos, em comparação com o ano anterior. Em contraste, o comércio com países da Ásia Central está crescendo, com um aumento de 34,8%.

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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