Faltam 50 dias para o Halving do Bitcoin

Faltam 50 dias para o Halving do Bitcoin

A cada quatro anos, a quantidade de novos bitcoins gerados por bloco é reduzida pela metade

Faltam aproximadamente 50 dias para o Halving do Bitcoin e o mercado cripto já está na expectativa deste evento, que é um dos mais significativos nos ciclos do Bitcoin. O halving consiste no corte pela metade na criação de novos bitcoins e isso gera um choque de oferta e demanda, impulsionando movimentos de alta de preços.

Em 2012, 2016 e 2020 foi exatamente isso o que aconteceu: o halving iniciou o bull market, resultando em multiplicação de até 10 vezes no preço do BTC. Se isso acontecer novamente, poderemos ver o Bitcoin atingir os milhões de reais nos próximos anos.

O Bitybank lançou em 2023 uma página 100% dedicada ao halving do Bitcoin, onde o visitante visualiza a contagem regressiva para a data estimada do próximo halving. Como os ajustes de dificuldade da rede Bitcoin acontecem a cada duas semanas, e não existe um tempo determinado, a data e o horário podem variar. Mas o contador do Bitybank traz uma estimativa razoável de quando acontecerá o halving.

Desde que a página foi lançada com a contagem regressiva para o próximo Halving, notou-se um aumento significativo do número de visitantes e de buscas por esse termo. Isso mostra o quão importante é esse evento para a comunidade de investidores de Bitcoin.

Nos meses que antecedem o evento do halving, os investidores entendem que é um excelente momento para acumular frações de Bitcoin para aproveitar o movimento de alta que provavelmente vai seguir após o corte.

Entendendo o Halving

O halving é um mecanismo existente no código do Bitcoin que corta pela metade a recompensa que os mineradores recebem por incluir novos blocos na rede Bitcoin. Atualmente, a recompensa em cada bloco minerado é de 6,25 BTC. Após o halving deste ano, a recompensa será de 3,125 BTC por bloco minerado.

Ele ocorre a cada 210 mil blocos – aproximadamente a cada quatro anos, considerando uma média de 10 minutos por bloco – e tem um grande impacto na economia interna do Bitcoin, em relação aos mineradores, e também no mercado mais amplo de criptomoedas.

Esse impacto é resultado do choque de oferta e demanda que ocorre no mercado uma vez que a oferta de bitcoins é cortada pela metade num intervalo muito curto de tempo: de um bloco para outro. Se a demanda permanece constante e a oferta é reduzida, naturalmente acontece um aumento da escassez, o que resulta em movimentos de alta de preços.

Redução da oferta, escassez e aumento de preços

Nos três primeiros eventos de halving na história do Bitcoin, em 2012, 2016 e 2020, vimos um aumento exponencial dos preços. Para efeito de referência, uma análise dos seismeses pós-halving já dá uma amostra do que acontece.

No dia em que ocorreu o primeiro halving, em 2012, o preço era de US$12 e seis meses depois atingiu US$130. Se olharmos a janela de um ano depois, vemos uma valorização de incríveis 12.000%:

Em 2016, no dia do halving o preço era de US$660 e seis meses depois foi aos US$900. Se olharmos a janela de um ano depois, vemos uma valorização de  380%:

Em 2020, o preço foi dos US$8600 aos US$15700, desde o dia do halving até seis meses depois. Se olharmos a janela de um ano depois, a valorização chegou a 1.400%.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *