Fiança Locatícia arrecada R$130 milhões em um mês

Fiança Locatícia arrecada R$130 milhões em um mês

O desempenho do produto andou em paralelo com o crescimento de 16,2% do mercado de aluguéis de imóveis

Com o aquecimento do mercado de locação de imóveis, o seguro Fiança Locatícia teve o melhor janeiro em cinco anos, desconsiderando o efeito inflacionário. Um levantamento da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) mostrou que o ramo teve alta de 195% entre 2020 e 2024, passando de pouco mais de R$ 44 milhões para quase R$ 130 milhões. Em comparação com 2023, quando arrecadou R$ 103 milhões, houve um crescimento de 25,8%. O resultado acompanhou um dos principais índices de acompanhamento de preços de aluguéis de imóveis residenciais, o FipeZAP, que apontou um crescimento de 16,2% das locações no primeiro mês deste ano se comparado com o ano anterior.

Em paralelo com o crescimento na arrecadação do produto, a CNseg identificou que o Fiança Locatícia apresentou altas frequentes no pagamento de indenizações nos últimos cinco janeiros. Em 2020, foram pagos R$ 16,3 milhões, e este ano o valor se aproximou dos R$ 57 milhões, representando um aumento de 249,7%. Se comparado com 2023, a alta foi de 8,8%.

Dos estados que apresentaram maior procura pelo produto e desembolsos no primeiro mês do ano, destaque para São Paulo, com quase R$ 68 milhões arrecadados e R$ 31,6 milhões retornados aos clientes, seguido por Minas Gerais, com arrecadação de R$ 16,8 milhões e R$ 11,3 milhões em indenizações aos segurados.

O seguro Fiança Locatícia tem o objetivo de garantir o pagamento de indenização ao locador do imóvel quando este sofrer prejuízos por conta da inadimplência do locatário. Dyogo Oliveira, presidente da CNseg, destaca que o evento indenizatório estará caracterizado pela ocorrência da decretação do despejo, do abandono do imóvel ou da entrega amigável das chaves. “Trata-se de um contrato acessório que não substitui o contrato de locação do imóvel”, explica o executivo.

Seguindo a linha do Fiança Locatícia, o mercado segurador, no consolidado de todos os ramos, também teve performance positiva em seus indicadores. Em relação à demanda por produtos de seguro, planos de previdência complementar aberta e títulos de capitalização, na comparação entre janeiro deste ano com o de 2023, o avanço foi de 12,6%, totalizando R$ 35,1 bilhões arrecadados.

O presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, explica que o crescimento foi impulsionado, principalmente, pelos produtos de Coberturas de Pessoas, responsável por mais de 63% de toda receita no mês. Este segmento cresceu em 17,9% se comparado com o ano anterior, com destaque para as contribuições da Previdência que somaram R$ 16,2 bilhões, evolução de 18,8% sobre 2023. O executivo também destaca que, no mesmo período, os seguros de Danos e Responsabilidade evoluíram 5,0% em arrecadação e, os Títulos de Capitalização, 2,8%.

Em relação às indenizações, benefícios, resgates e sorteios, foram pagos aproximadamente R$ 21 bilhões em janeiro deste ano, 1,0% a mais que no ano passado. O ramo que teve o maior crescimento percentual no primeiro mês do ano, após quedas consecutivas mensais em 2023, foi o Rural. O produto pagou mais que o dobro (100,5%) de indenizações quando comparadas a janeiro do ano passado. Salienta-se também o forte avanço nos pagamentos dos seguros Patrimoniais Massificados, que congregam o Residencial, o Condomínio e o Empresarial com 59,8%; o Responsabilidade Civil com 49,2%; o Habitacional com 27,1%; e a Capitalização com 25,5%.

Seguros e Saúde Suplementar

Nos 12 meses de 2023, mais de R$ 225,2 bilhões foram pagos em indenizações, benefícios, resgates e sorteios, volume 2,5% superior ao de 2022. Também foi notado o crescimento constante na procura por produtos que protegem o patrimônio e o futuro, além de estimular a disciplina financeira dos seus clientes. No ano, a evolução foi de 9,0% em relação a 2022, com mais de R$ 387,9 bilhões arrecadados.

Na Saúde Suplementar, os últimos dados divulgados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) mostram que no acumulado até o terceiro trimestre de 2023, as contraprestações do segmento arrecadaram R$ 206,5 bilhões, valor 13,8% superior ao de 2022. Em relação aos pagamentos aos beneficiários, foram reembolsados R$ 178,6 bilhões no mesmo período, crescimento de 12,5% sobre o mesmo período do ano anterior. Os planos Médico-Hospitalares pagaram R$ 176,4 bilhões e os planos exclusivamente Odontológicos, R$ 2,2 bilhões, uma alta de 11,5%, na mesma comparação.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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