Planejamento sucessório é a chave para o sucesso futuro das empresas

Planejamento sucessório é a chave para o sucesso futuro das empresas
A young Caucasian businessman drawing a graph on the glass panel with a marker in a meeting room

A exemplo do presidente norte-americano Joe Biden, é preciso saber a hora de se retirar e realizar a transição com estratégia

Com a recente retirada de Joe Biden da presidência dos Estados Unidos, o mundo está atento à transição de poder em uma das maiores economias globais. Este momento serve como um lembrete importante para as empresas sobre a relevância do planejamento sucessório. Assim como na política, a sucessão controlada e bem planejada nas organizações é fundamental para evitar substituições apressadas e garantir um futuro de continuidade e êxito.

De acordo com Rica Mello, especialista em gestão de empresas e fundador do grupo BCBF, pensar antes sobre o que vem depois não é apenas uma prática prudente, é uma necessidade estratégica. “O planejamento sucessório é a ponte entre a estabilidade presente e o crescimento futuro”, explica.

Para realizar um planejamento sucessório eficiente, é importante começar com uma análise detalhada da estrutura atual da empresa. Avaliar o organograma, identificar posições críticas e entender as tendências de rotatividade são os primeiros passos essenciais para prever futuras necessidades. A identificação de lacunas que possam surgir com o passar do tempo permite determinar quais cargos são fundamentais e propensos a mudanças em curto ou médio prazo, considerando aposentadorias, transições de carreira e outros fatores.

“Estabelecer um cronograma claro é a base. O planejamento sucessório deve ser feito com antecedência suficiente para permitir a identificação e o preparo dos sucessores”, aconselha o especialista. Ele destaca ainda que avaliar os colaboradores que possuem o perfil necessário para assumir posições-chave e ter uma lista de múltiplos candidatos potenciais garante opções e flexibilidade.

Investir na capacitação e no treinamento dos sucessores é outra etapa relevante. Proporcionar experiências de desenvolvimento que alinhem habilidades técnicas e culturais aos requisitos do cargo assegura que os novos líderes estejam totalmente preparados para assumir suas responsabilidades.

A transição de liderança deve ser suave e bem planejada. Quem deixa o cargo, muitas vezes, assume papéis consultivos no conselho, ajudando a guiar o novo líder e assegurando a continuidade das estratégias. Este processo deve ser transparente e comunicativo, envolvendo todos os stakeholders para minimizar qualquer disrupção.

“Os benefícios de uma sucessão controlada são diversos. Transições planejadas evitam rupturas abruptas e mantêm a estabilidade organizacional. A preparação de sucessores promove o desenvolvimento contínuo de habilidades e competências dentro da empresa, engajando os colaboradores e reduzindo a rotatividade”, completa Rica. Além disso, um bom plano minimiza a necessidade de contratações externas para posições de liderança, economizando tempo e recursos.

A importância da preparação antecipada não pode ser subestimada. Substituições apressadas podem levar a decisões precipitadas que não consideram o alinhamento cultural e estratégico da empresa. Uma sucessão controlada garante que os novos líderes estejam totalmente preparados, mantendo a continuidade e a eficácia das operações.

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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