O que os investidores brasileiros devem fazer na turbulência atual?

O que os investidores brasileiros devem fazer na turbulência atual?

Especialista orienta posicionamento estratégico e foco em fundamentos frente à instabilidade política e ao câmbio volátil

A turbulência política, econômica e diplomática envolvendo os Estados Unidos e o Brasil tem levantado inquietações entre investidores brasileiros, sobretudo aqueles com recursos aplicados em ativos no exterior. Uma recente rodada de tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros, somada a sanções políticas e tensões judiciais, abalou o cenário internacional.

Contudo, indicadores mostram uma resiliência relevante da economia brasileira, o real valorizou-se cerca de 13% frente ao dólar ao longo de 2025, enquanto o Ibovespa acumulou valorização de 11%, segundo análise recente do Financial Times.

Nesse contexto, o que deveriam fazer os investidores brasileiros? Para Leandro Sobrinho cofundador da Davila Finance, é hora de manter o foco em estrutura e estratégia. “Quem está bem posicionado, com estrutura e planejamento, vai continuar colhendo bons resultados,” diz o especialista, destacando que a volatilidade política não anula os fundamentos econômicos e a atratividade dos ativos bem selecionados.

A entrada de capital brasileiro nos Estados Unidos segue em expansão, atingiu US$ 22,1 bilhões em 2024, um aumento de 52,3% em relação a 2014, com empresas como JBS, Embraer e Omega Energia liderando novos projetos industriais, especialmente na Flórida, Texas e Iowa.

Sobrinho destaca que esse movimento histórico de expansão nos Estados Unidos traz uma vantagem competitiva que deve ser preservada. “Não se trata de buscar oportunidades passageiras, mas de estruturar investimentos que façam sentido em qualquer fase do ciclo. O mercado americano não deixa de ser atrativo por ter riscos; ele apenas exige mais preparo e clareza de objetivos”, aponta.

Para investidores que permanecem no Brasil, o ambiente político intenso e os riscos fiscais nacionais, como elevada dívida pública e déficits ainda relevantes,  reforçam a importância da diversificação internacional. A recente linha de crédito de 30 bilhões de reais do plano “Sovereign Brazil” é um passo nesse sentido, ao sustentar exportadores locais e atenuar o impacto de tarifas externas.

Sobrinho reforça a leitura racional diante de oscilações conjunturais. “Declarações políticas ou variações de curto prazo fazem barulho, mas não mudam os fundamentos. A Flórida, por exemplo, continua sendo um mercado resiliente, com valorização contínua e liquidez real”, finaliza.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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