Mercado de stablecoins atinge US$ 311 bilhões com avanço da adoção corporativa

Mercado de stablecoins atinge US$ 311 bilhões com avanço da adoção corporativa

Tecnologia combina estabilidade cambial e velocidade blockchain para impulsionar a competitividade internacional das empresas brasileiras

O mercado das stablecoins, moedas digitais lastreadas em dólar, atingiu novos patamares históricos e encerrou 2025 com valor de mercado de US$ 311 bilhões, registrando mais de US$ 28 trilhões em transações globais. O montante supera, somadas, as operações da Visa e da Mastercard no período, segundo dados compilados pelo Mercado Bitcoin. Esse avanço reforça uma tendência crescente de empresas que adotam a tecnologia como instrumento financeiro e infraestrutura para transações internacionais mais rápidas, seguras e econômicas.

No Brasil, o impacto é crescente entre companhias que realizam pagamentos B2B (business-to-business) com parceiros no exterior. A combinação entre estabilidade cambial e agilidade das redes blockchain está substituindo processos lentos e caros do sistema tradicional, como o uso do SWIFT, que pode levar dias para compensar e cobrar taxas entre US$ 15 e US$ 45 por transação, além da incidência de IOF e oscilações cambiais.

“As stablecoins estão redefinindo a forma como as empresas brasileiras participam do comércio global”, afirma Sofia Düesberg, General Manager da Conduit no Brasil. “Elas oferecem a confiança do lastro em moeda forte, como o dólar, com a eficiência das redes blockchain, que liquidam pagamentos em minutos e sem intermediários bancários. Isso muda completamente a dinâmica de fluxo de caixa e previsibilidade financeira das empresas”.

Eficiência, transparência e redução de custos

A principal vantagem para o mercado B2B está na eficiência operacional. Enquanto transferências internacionais tradicionais dependem de múltiplos intermediários e fusos horários bancários, as stablecoins permitem pagamentos 24/7, com liquidação instantânea e rastreabilidade total.

Além disso, a tecnologia reduz barreiras cambiais e simplifica o compliance regulatório. Cada transação fica registrada de forma transparente no blockchain, facilitando auditorias e controles internos.

Empresas que importam insumos, contratam serviços no exterior ou operam com fornecedores globais têm encontrado nessas moedas digitais uma forma de ganhar competitividade, ao eliminar custos ocultos e reduzir o tempo de capital parado em trânsito.

“Hoje, um pagamento internacional via stablecoin pode ser concluído em minutos, com custos menores do que o processo bancário tradicional”, destaca Düesberg. “Essa eficiência abre espaço para que negócios de todos os portes, inclusive as PMEs, possam atuar globalmente com o mesmo nível de agilidade das grandes corporações”.

O papel do Brasil e a tendência global

O Brasil desponta como um dos mercados mais promissores para a adoção corporativa das stablecoins. A familiaridade do setor corporativo com o Pix e o avanço da digitalização financeira criam terreno propício para a integração de soluções blockchain no ambiente de negócios.

“O mercado está amadurecendo rapidamente. As empresas já não veem o blockchain como um experimento, mas como uma infraestrutura real de pagamentos globais”, conclui.

Crédito da foto: Freepik

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *