Compra do primeiro imóvel deve movimentar R$ 375 bilhões em 2026

Compra do primeiro imóvel deve movimentar R$ 375 bilhões em 2026

Com forte procura nas grandes capitais, mercado imobiliário prevê a liberação de bilhões em crédito para atender o avanço da Geração Z

O desejo de conquistar as chaves da casa própria ganhou um fôlego renovado neste ano. Segundo um levantamento inédito da Loft, divulgado pelo portal Metro Quadrado, 50% dos brasileiros entrevistados pretendem adquirir seu primeiro imóvel já no início de 2026. O dado revela um mercado aquecido e desmistifica a ideia de que o desapego patrimonial seria a regra entre as novas gerações.

A disposição para sair do aluguel não é uniforme pelo país, mas apresenta números robustos nas principais metrópoles, especialmente entre quem busca imóveis em São Paulo para investir ou adquirir a casa própria  Em Goiânia, 60% das pessoas planejam realizar o sonho da casa própria durante o ano, o maior percentual registrado entre as capitais brasileiras.

O movimento é seguido de perto por São Paulo e Rio de Janeiro, onde 57% dos moradores nutrem a mesma intenção. Na região Sul, Porto Alegre apresenta um índice de 55%, enquanto em Belo Horizonte o desejo de compra atinge 54% da população entrevistada.

Um dos pontos mais surpreendentes da pesquisa é o perfil dos interessados. Ao contrário da percepção comum de que os mais jovens priorizariam a economia do compartilhamento e a mobilidade, os dados mostram que a “geração Z” e os jovens adultos são os que mais anseiam pela propriedade.

Entre os entrevistados na faixa de 18 a 24 anos, impressionantes 67% afirmam que querem comprar um imóvel em 2026. O interesse permanece alto no grupo de 25 a 34 anos, com 62% de intenção de compra, e mantém-se majoritário mesmo na faixa de 35 a 44 anos, onde mais da metade dos participantes planeja a aquisição da primeira unidade.

A Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) indica que o setor de habitação deve atingir um patamar recorde de movimentação financeira, impulsionando a busca por opções de apartamentos em SP e em outras regiões do país. Após encerrar 2025 com um volume expressivo de R$ 324,4 bilhões em concessões englobando operações via SBPE, FGTS e recursos livres, a entidade projeta um salto de 16% neste ano. Impulsionado pela expansão, o financiamento imobiliário deve atingir R$ 375 bilhões em 2026.

Para aproveitar o volume de crédito disponível, é necessário cumprir etapas estratégicas que garantem a segurança da transação. Pensando nisso, a Setin Incorporadora de imóveis de médio e alto padrão listou passos essenciais para orientar quem deseja ingressar nesse processo:

Realização de simulações online

Utilize ferramentas digitais para comparar taxas e condições, garantindo uma visão clara sobre o valor das parcelas e o montante de entrada. Esta etapa é essencial para filtrar as melhores instituições e entender quanto do imóvel poderá ser efetivamente financiado pelo banco.

Verificação de crédito disponível

Antes de escolher a localização do imóvel, consulte seu banco para descobrir o limite de crédito aprovado para o seu perfil específico. Essa estratégia evita frustrações e permite que você procure unidades que caibam exatamente no seu orçamento e capacidade de pagamento.

Planejamento da reserva de entrada

Lembre-se que a maioria dos bancos financia até 80% do valor do bem, exigindo que você possua ao menos 20% para o pagamento inicial. Ter esse montante planejado com antecedência é o que viabiliza o início da negociação e garante a saúde financeira de todo o contrato.

Organização da documentação necessária

Mantenha documentos como identidade, CPF e comprovantes de residência organizados e digitalizados para agilizar a análise da instituição financeira. Inclua nesta etapa a comprovação de renda, seja por holerites ou extratos bancários, além do levantamento do saldo do FGTS caso pretenda utilizá-lo.

Análise da margem de renda

Certifique-se de que o valor da parcela não ultrapasse o limite de 30% da sua renda bruta mensal, conforme as diretrizes do governo. O cumprimento desse teto é um dos critérios mais rigorosos para a aprovação do crédito e evita o comprometimento excessivo do seu sustento.

Escolha do sistema de financiamento

Defina se o seu perfil se adequa ao SFH, para imóveis até R$ 1,5 milhão, ou ao SFI, que oferece regras mais flexíveis de prazos e valores. Avaliar essas modalidades ajuda a encontrar a taxa de juros mais competitiva e o modelo de contrato que melhor atende às suas necessidades jurídicas.

Manutenção da saúde financeira

Para garantir a carta de crédito, é indispensável manter as contas pagas, um score elevado e uma situação regularizada junto à Receita Federal. Manter um bom relacionamento com o banco e demonstrar idoneidade financeira são pontos decisivos que contam a seu favor no momento da aprovação.

O ambiente de crédito favorável atua como um facilitador, enquanto o equilíbrio financeiro de longo prazo permanece como o pilar fundamental da transação. Para quem planeja aproveitar as condições favoráveis deste ano, a antecipação na organização de documentos e na consolidação da reserva de entrada é a estratégia ideal para transformar a intenção de compra em uma conquista concreta.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *