Com ajuda do FGTS Futuro e queda da Selic, mercado imobiliário atrai compradores mais jovens

Com ajuda do FGTS Futuro e queda da Selic, mercado imobiliário atrai compradores mais jovens

Crédito habitacional deve saltar 16% em 2026, impulsionado por juros baixos

O mercado de crédito imobiliário brasileiro entra em uma nova fase de expansão acelerada. Segundo projeções da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), o setor deve registrar um crescimento de 16% no volume de financiamentos este ano. A expectativa é que os recursos do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) alcancem R$180 bilhões, uma alta de 15% em relação a 2025, ano em que a poupança financiou 458 mil imóveis (volume 14% inferior ao período anterior).

O cenário atual é especialmente favorável à entrada de novos compradores. O otimismo para 2026 é sustentado pelo orçamento recorde de R$145 bilhões para habitação social (via FGTS) e pela nova regulamentação dos depósitos compulsórios pelo Banco Central. Esta última medida injetou R$38 bilhões no sistema, resultando na redução direta das taxas de juros para pessoas físicas.

Elza Rocha Loures, presidente da Rede Una Imóveis Conectados, analisa o movimento do setor.

“Vivemos o que analistas chamam de retomada consolidada. Esse crescimento de 16% no crédito não é por acaso, ele é sustentado pela estabilidade inflacionária e pela queda gradual da Selic, que torna as parcelas mais leves a longo prazo. Isso acelera o giro dos estoques das imobiliárias”, afirma.

FGTS Futuro e o novo perfil do comprador

Para o público jovem, o grande diferencial de 2026 tem sido o FGTS Futuro. A modalidade permite que trabalhadores utilizem depósitos que ainda serão realizados por seus empregadores para abater prestações ou aumentar o poder de compra. Na prática, o recurso funciona como uma garantia que viabiliza o crédito para quem possui estabilidade no emprego, mas ainda não acumulou reserva suficiente para dar a entrada.

Somado ao novo teto de utilização do fundo para imóveis que custam até R$2,25 milhões, o FGTS Futuro consolida uma mudança de perfil no setor. O sonho da casa própria se torna uma meta alcançável para a Geração Z e Millennials já no início de suas trajetórias profissionais.

Adalberto Scherer, diretor comercial da imobiliária Cibraco, que faz parte da Rede Una, destaca que a empresa intensificou sua atuação para atender a essa demanda, especialmente de clientes entre 35 e 40 anos, que buscam apartamentos compactos e studios. “Estruturamos uma estratégia que une portfólio próprio, prospecção contínua e forte presença digital. Com o apoio de agências especializadas, conseguimos enfrentar a concorrência de plataformas menos estruturadas”, relata Scherer.

Crédito da foto: Freepik

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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