Turnover: mercado aquecido e qualidade de vida pressionam empresas

Turnover: mercado aquecido e qualidade de vida pressionam empresas

Pesquisa aponta níveis de rotatividade em 2025 e indica fatores que podem influenciar a perda de talentos em 2026

Sondagem proprietária da Robert Half, consultoria global de soluções em talentos, apresenta dados sobre o turnover voluntário nas empresas brasileiras em 2025. Quando questionadas sobre a taxa de rotatividade registrada no período, 37% das organizações informaram turnover inferior a 5%, 29% indicaram taxa entre 5% e 10%, e 25% relataram acima de 10%.

Na comparação com 2024, 49% das companhias indicaram que o turnover registrado em 2025 foi igual ao observado no ano anterior, enquanto 24% relataram aumento e 13% apontaram redução. Já 14% afirmaram não saber ou não ter essa informação.

“Os resultados indicam que muitas empresas entraram em um momento de maior controle da rotatividade, mas ainda existe um grupo relevante que enfrenta desafios para reter profissionais, o que reforça a necessidade de atenção contínua à retenção”, analisa Lucas Nogueira, diretor regional da Robert Half.

Os principais motivos por trás das saídas voluntárias

A pesquisa ouviu 300 profissionais responsáveis por recrutamento e gestão de pessoas e aponta que os pedidos de demissão continuam fortemente associados às condições do mercado. Remuneração, benefícios e perspectivas de crescimento seguem como os principais vetores. Os cinco fatores mais citados nesta edição foram:

  • Melhores oportunidades em outras companhias (70%)
  • Falta de oportunidades de crescimento (32%)
  • Salários abaixo da média do mercado (28%)
  • Retorno ao trabalho presencial (19%)
  • Benefícios pouco competitivos (19%)

Aspectos relacionados à qualidade de vida ganharam espaço no levantamento. Dificuldades de conciliação entre trabalho e vida pessoal foram mencionadas por 16% dos respondentes. Em contrapartida, temas como falta de reconhecimento ou recompensas (13%) e problemas de comunicação ou feedback (12%) perderam relevância em relação à pesquisa anterior.

Empresas apostam em desenvolvimento de carreira como atrativo

Para reduzir a perda de talentos, as organizações vêm adotando estratégias mais estruturadas e de longo prazo, com foco no desenvolvimento profissional. Entre as iniciativas mais utilizadas para conter o turnover, destacam-se:

  • Implementação de programas de desenvolvimento de carreira (39%)
  • Oferta de treinamentos e capacitações (35%)
  • Treinamento das lideranças (33%)
  • Melhorias nas condições de trabalho/ambiente organizacional (32%)
  • Melhoria na gestão de desempenho (29%)

Além dessas medidas, aumentou o número de companhias que revisam salários, benefícios e incentivos financeiros, assim como aquelas que passaram a analisar de forma mais sistemática as informações obtidas em entrevistas de desligamento.

Expectativas para 2026 acendem sinal de alerta

Ao avaliar o impacto das principais tendências sobre o turnover em 2026, os respondentes demonstraram cautela. Para a maioria, a busca por mais qualidade de vida por parte dos profissionais (62%), o crescimento da economia com maior oferta de empregos (56%) e o retorno ao trabalho presencial (54%) tendem a pressionar a rotatividade.

Em contrapartida, um direcionamento mais consistente das empresas para retenção de talentos e desenvolvimento de habilidades é apontado como o principal fator capaz de reduzir o turnover, segundo 41% dos participantes.

Destaca-se, também, os índices de desemprego, que registram 5,1% para a população em geral e 2,5% para trabalhadores qualificados, segundo dados do IBGE e análise da Robert Half.

“As taxas de desocupação atingiram o patamar mais baixo da série histórica, mudando a dinâmica da rotatividade. A simples reposição de saídas cede espaço à ampliação seletiva dos quadros. Nesse contexto, a gestão do turnover passa a ser uma variável diretamente ligada à competitividade e à sustentabilidade dos negócios”, completa Nogueira.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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