Alta do petróleo impulsiona interesse por carros elétricos e energia solar

Alta do petróleo impulsiona interesse por carros elétricos e energia solar

Com combustíveis mais caros, consumidores e empresas aceleram a migração para veículos elétricos e passam a gerar o próprio “combustível” com energia solar

A escalada dos preços do petróleo no mercado internacional, frequentemente influenciada por tensões geopolíticas, especialmente no Oriente Médio, e instabilidades econômicas, tem impacto direto no bolso dos brasileiros. O encarecimento do barril eleva o custo de produção da gasolina e do diesel, refletindo quase imediatamente nos preços nas bombas e pressionando o orçamento de famílias e empresas.

Diante desse cenário, a mobilidade elétrica ganha novo fôlego no país. Mais do que uma escolha ambiental, os veículos elétricos passam a ser vistos como uma decisão estratégica, principalmente quando combinados com a geração própria de energia solar.

Na prática, o que se observa é uma mudança estrutural de mercado. A relação entre petróleo e carros elétricos é, essencialmente, de substituição: à medida que os veículos elétricos avançam, a dependência de combustíveis fósseis diminui. Esse movimento já começa a impactar a demanda global por gasolina e diesel, redesenhando o setor energético.

Para a Helte, empresa brasileira especializada em soluções de energia solar para o mercado B2B, o aumento no preço dos combustíveis atua como um gatilho para essa transição.

“O consumidor que investe em um veículo elétrico percebe rapidamente que o maior ganho econômico está em gerar o próprio ‘combustível’. Quando ele associa isso à energia solar, passa a ter previsibilidade e controle sobre um custo que antes era instável”, afirma o diretor geral da Helte Dimael Monteiro.

Energia própria e previsibilidade

A combinação entre sistemas fotovoltaicos e carregadores de veículos elétricos tem se consolidado como uma alternativa eficiente para reduzir custos operacionais. Diferentemente dos combustíveis fósseis, sujeitos a variações cambiais e geopolíticas, a energia solar permite maior previsibilidade financeira.

Além disso, a lógica é simples: o telhado deixa de ser apenas uma estrutura física e passa a funcionar como um “posto de abastecimento” próprio, reduzindo significativamente o custo por quilômetro rodado.

Dados recentes de mercado mostram que esse movimento já está em curso. Em 2024, cerca de 33% dos integradores solares passaram a oferecer também soluções de carregamento para veículos elétricos. Entre aqueles que ainda não atuam nesse segmento, mais de 53% pretendem incorporar a tecnologia no curto prazo, acompanhando a demanda crescente dos consumidores.

Transformação do modelo energético

Para a Helte, que alcançou faturamento de R$ 1 bilhão em 2023 e projeta atingir 3 GW de potência instalada até 2026, a mobilidade elétrica representa um dos pilares da modernização da matriz energética no Brasil.

“Não se trata apenas de trocar o carro. Estamos falando de uma mudança na forma como empresas e consumidores gerenciam energia e custos. A integração entre geração solar, armazenamento e mobilidade elétrica é o caminho para a autonomia energética”, diz Monteiro.

“O comportamento do consumidor também acompanha essa transformação. O aumento nas buscas por sistemas fotovoltaicos e soluções residenciais indica um público cada vez mais atento não só à sustentabilidade, mas, principalmente, à viabilidade econômica de longo prazo”, finaliza Dimael.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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