Empresas priorizam liderança comercial na busca por executivos

Augusto Fontoura.
Pesquisa aponta concentração de contratações em cadeiras ligadas à geração de receita, alocação de capital e execução
A demanda por executivos em 2026 está ancorada em um critério objetivo: a capacidade de gerar resultados com previsibilidade. Esse é um dos principais achados do Report de Remuneração Diretoria Executiva 2026, da Evermonte Executive & Board Search, apresentado a lideranças do Paraná na última semana, em um evento realizado na Mansão Jardino, em Curitiba.
O estudo reúne dados sobre remuneração da alta gestão, perfil dos executivos, setores mais aquecidos e posições com maior demanda. No ranking geral, a Diretoria Comercial (CCO) lidera, seguida pela Diretoria Financeira (CFO) e pela Gerência Financeira. Na sequência aparecem o CEO e a Gerência de Recursos Humanos, completando o top cinco.
“O mercado vem elevando o nível de exigência para a liderança comercial. Hoje, as empresas buscam executivos capazes de conectar geração de receita a propósito, atuando sob pressão e em ambientes de constante mudança. É um perfil altamente disputado”, afirma Augusto Fontoura, Executive Director da Evermonte no Paraná.
Entre as diretorias, a hierarquia se repete: CCO, CFO e CEO ocupam as primeiras posições, seguidos por COO (Operações) e CHRO (Recursos Humanos). O recorte setorial reforça a tendência. A indústria lidera a demanda por executivos, seguida por serviços financeiros e tecnologia/digital. Varejo/bens de consumo e agronegócio completam o ranking.
“Indústria, serviços financeiros e tecnologia exigem uma conexão ainda mais forte entre áreas comerciais, financeiras e operacionais, o que explica a centralidade dessas funções em 2026”, destaca Artur de Castro Frischenbruder, Managing Partner da Evermonte, responsável pela apresentação do estudo.
Lançamento em Curitiba
Sob o mote “A nova lógica da remuneração executiva no Brasil”, o evento de lançamento da pesquisa também abordou a evolução dos modelos de remuneração no país e as principais tendências globais.
O levantamento foi elaborado a partir de 1.976 entrevistas com executivos, realizadas entre novembro de 2025 e janeiro de 2026, abrangendo empresas de diferentes portes, setores e estruturas de capital – de organizações familiares a multinacionais e fundos de investimento.
Entre os segmentos mais representativos estão bens de consumo (9,4%), tecnologia (8,2%) e agronegócio (8%). A amostra cobre as cinco macrorregiões brasileiras, com maior concentração no Sudeste (44,82%) e no Sul (34%), refletindo a distribuição da atividade econômica.








