Oncoclínicas acelera medidas de reorganização operacional e disciplina financeira

Companhia prioriza continuidade assistencial, preservação de caixa e readequação financeira diante de um trimestre desafiador
A Oncoclínicas&Co (ONCO3) divulgou seus resultados do primeiro trimestre de 2026 (1T26), período marcado por pressões operacionais e impactos não recorrentes. Diante desse cenário, a companhia intensificou medidas de gestão operacional e financeira, com foco na preservação da liquidez, na continuidade do atendimento aos pacientes e na adequação de sua estrutura de capital.
Ao longo do trimestre, a companhia avançou na revisão de sua dinâmica operacional e comercial, priorizando rentabilidade, eficiência de caixa e sustentabilidade de longo prazo. Como parte dessa estratégia, reduziu sua exposição a fontes pagadoras com maior consumo de capital de giro e menor retorno financeiro, movimento que impactou a receita no período, mas contribui para uma operação mais eficiente e equilibrada.
A Receita Bruta do trimestre totalizou R$ 1,5 bilhão. Nos últimos 12 meses, a receita somou R$ 6,1 bilhões. O período também refletiu impactos operacionais relacionados à disponibilidade de determinados medicamentos ao longo de março, com efeito estimado de aproximadamente R$ 40 milhões no faturamento do trimestre.
Mesmo em um cenário operacional mais desafiador, a companhia registrou evolução na qualidade de sua receita. O ticket médio por procedimento cresceu 14,3% em relação ao primeiro trimestre de 2025, atingindo R$ 10.585, refletindo a estratégia de priorização de eficiência operacional, recomposição inflacionária e maior disciplina comercial.
Governança e critérios mais conservadores
O trimestre também foi marcado pela adoção de medidas adicionais de fortalecimento da governança e da disciplina financeira. A companhia realizou adequações em seus critérios de provisionamento, incluindo ajustes de R$ 119 milhões em Provisões para Créditos de Liquidação Duvidosa (PCLD), além do provisionamento de R$ 148,3 milhões relacionados a risco de crédito da Unimed Leste Fluminense.
As medidas refletem uma postura mais conservadora da administração e o compromisso com maior transparência e aderência à qualidade dos ativos da companhia.
O EBITDA Ajustado do trimestre foi negativo em R$ 49,2 milhões, refletindo os impactos operacionais e contábeis do período. Ainda assim, a Oncoclínicas encerrou os últimos 12 meses com EBITDA Ajustado de R$ 627,9 milhões, mantendo uma operação de escala relevante e posição de liderança no setor de oncologia no país.
Em paralelo, a companhia iniciou conversas com seus credores para readequação do perfil de amortização de sua dívida, buscando maior alinhamento entre os compromissos financeiros e a capacidade de geração de caixa da operação.
“Este foi um trimestre de decisões importantes para o fortalecimento da companhia no longo prazo. Avançamos em iniciativas voltadas ao aumento da eficiência, à disciplina na alocação de capital e à adequação da estrutura financeira ao momento da operação, sempre preservando a qualidade assistencial e a continuidade do cuidado aos pacientes. Seguimos apoiados na solidez do nosso corpo clínico, na relevância da nossa plataforma de oncologia e na capacidade de execução da companhia para conduzir este ciclo com responsabilidade e visão de longo prazo”, afirma Carlos Gil, CEO da Oncoclínicas&Co.







