Nova geração muda lógica dos benefícios e força empresas a redesenhar pacotes

Nova geração muda lógica dos benefícios e força empresas a redesenhar pacotes

Nova lógica do trabalho faz empresas substituírem pacotes engessados por soluções mais personalizadas

A transformação dos benefícios corporativos acompanha uma mudança geracional que já impacta diretamente o mercado de trabalho. Até 2026, profissionais da Geração Z e dos mais jovens da Millennials já representam mais da metade da força de trabalho ativa no Brasil e no mundo, segundo estudos recentes conduzidos por organizações como a Deloitte e a Gallup. E esse grupo tem uma relação completamente diferente com trabalho, remuneração e, principalmente, benefícios.

Levantamentos dessas instituições mostram que mais de 70% desses profissionais valorizam flexibilidade e personalização acima de pacotes tradicionais. Em outra frente, pesquisas apontam que uma parcela crescente prefere benefícios adaptáveis a aumentos salariais diretos, desde que esses benefícios estejam alinhados ao seu estilo de vida.

“Existe uma mudança clara de comportamento. O colaborador não quer mais receber um pacote fechado, ele quer poder escolher. E quando a empresa não acompanha isso, perde competitividade na atração e retenção”, afirma Gustavo Chehara, CEO da Joyn Benefícios.

Na prática, isso já aparece nas escolhas. Profissionais que optam por planos de saúde mais enxutos para direcionar parte do valor a benefícios que fazem mais sentido para sua rotina, como assistência para pets. Outros deixam de utilizar o vale-transporte em função do trabalho híbrido e preferem converter esse recurso em mobilidade própria ou consumo direto. O ponto central deixa de ser o benefício oferecido e passa a ser o poder de escolha.

Mudança no trabalho

Esse movimento acompanha uma mudança estrutural no trabalho. Com menos deslocamento obrigatório e mais autonomia sobre a rotina, o colaborador passa a enxergar o pacote de benefícios como uma extensão da sua vida pessoal. Isso muda completamente a lógica de valor e pressiona as empresas a revisarem modelos historicamente engessados.

O que começou nas grandes empresas já se espalha com velocidade para médias e até pequenas operações. A pressão por retenção de talentos, somada ao aumento de custos em benefícios tradicionais, tem levado as empresas a revisarem seus modelos não para cortar, mas para redistribuir melhor. Ao mesmo tempo, cresce a oferta de novos produtos no mercado. Benefícios ligados a bem-estar, mobilidade, educação, saúde mental e estilo de vida passam a compor um portfólio mais amplo, que exige uma gestão mais analítica e menos operacional por parte do RH.

“Nesse cenário, os benefícios deixam de ser um complemento e passam a ser um dos principais fatores de decisão para profissionais na hora de escolher ou permanecer em uma empresa. A tendência aponta para um modelo cada vez mais adaptável, em que flexibilidade, personalização e inteligência na gestão deixam de ser diferenciais e passam a ser o novo padrão”, finaliza o CEO da Joyn Benefícios.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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