Varejo brasileiro perde R$ 42,1 bilhões com alta em furtos e falhas operacionais

Canetas emagrecedoras afetam perdas
A Associação Brasileira de Prevenção de Perdas (Abrappe – https://abrappe.com.br) divulgou os resultados da 9ª Pesquisa Abrappe de Prevenção de Perdas no Varejo Brasileiro, realizada em parceria com a PROTIVITI. O estudo mostra que, apesar do crescimento de 6,4% no faturamento do varejo (R$ 2,55 trilhões), as perdas avançaram em ritmo superior, atingindo R$ 42,1 bilhões em 2025.
O índice médio de perdas subiu de 1,51% em 2024 para 1,65% em 2025, um aumento de 9,27%. Isso significa que a cada R$ 61 vendidos, R$ 1 foi perdido, reforçando a necessidade de investimentos contínuos em prevenção, excelência operacional e gestão de riscos.
Principais resultados
- Índice médio de perdas: 1,65% (2025) vs. 1,51% (2024).
- Valor das perdas: R$ 42,1 bilhões (alta de 15,3%).
- Impacto financeiro: piora no indicador – em 2024 era 1 em cada R$ 66 vendidos, em 2025 passou para 1 em cada R$ 61.
Destaques por segmento
- Eletromóveis: pior desempenho, com aumento de 278,2% nas perdas totais e crescimento de 641,8% nas perdas não identificadas (furtos e fraudes omnichannel).
- Perfumarias: perdas operacionais dispararam 319%, ligadas a validade, manipulação e exposição de produtos.
- Conveniência: maior índice da pesquisa, com perdas de 3,81%, alta de 24,5%, impactadas por perecíveis e baixa estrutura de prevenção.
- Farmácias: estabilidade no índice geral (1,24%), mas aumento de furtos ligados a medicamentos de alto valor (GLP-1, como Ozempic).
- Atacarejos: redução de 22,8%, consolidando-se como formato mais eficiente na gestão de perdas.
- Artigos esportivos: melhor resultado, com queda de 63,2% nas perdas não identificadas, graças a RFID e controles antifurto.
““Uma das hipóteses consideradas pelo mercado é que mudanças nos hábitos de consumo, relacionadas à canetas emagrecedoras, estejam impactando a demanda por determinadas categorias de conveniência. Já o varejo farma foi afetado pelo aumento de furtos”, explica Carlos Eduardo Santos, presidente da Abrappe.
Tendências observadas
- O aumento das perdas não está concentrado em uma única causa, mas decorre tanto de furtos quanto de pressões operacionais.
- Investimentos em tecnologia (RFID, analytics, monitoramento) mostraram impacto positivo em atacarejos, artigos esportivos e magazines regionais.
“As perdas cresceram mais do que o varejo. Enquanto o faturamento avançou 6,4% em 2025, o impacto financeiro das perdas aumentou 15,3%, ultrapassando R$ 42 bilhões. Isso reforça que a prevenção de perdas precisa ser tratada como prioridade estratégica”, afirma Santos.








