Em 15 anos, só 33% das maiores ações do Ibovespa batem o CDI

Em 15 anos, só 33% das maiores ações do Ibovespa batem o CDI

Estudo da IP Capital Partners revela como o hedge cambial potencializa retornos internacionais, transformando diferencial de juros em vantagem estrutural

Estudo inédito da IP Capital Partners revela uma diferença expressiva entre as oportunidades de geração de retorno no mercado acionário brasileiro e no exterior. Ao analisar as 50 maiores empresas do Ibovespa e do S&P 500 em uma janela de 15 anos, a gestora constatou que apenas 33% das ações brasileiras superaram o CDI no período.

Já ao analisar o índice americano, 100% das ações bateram o referencial brasileiro quando incorporado o efeito do carry trade, também chamado de “carrego” — ganho obtido por investidores que fazem hedge cambial e capturam parte do diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos.

O estudo nasceu da necessidade de demonstrar como investimentos internacionais podem complementar a alocação doméstica. O carrego considera a taxa de juros do contrato futuro da moeda local, descontadas taxas. Hoje, a IP Capital Partners estima que esse carrego represente cerca de 8,5% ao ano, potencializando os retornos em reais dos investimentos realizados no exterior.

“No Brasil, você consegue encontrar histórias extraordinárias de investimento, mas elas são escassas. Quando combinamos empresas internacionais com o carrego proporcionado pelo hedge cambial, a probabilidade de sucesso fica muito maior”, afirma o sócio e COO, Rodolfo Marinho

A tese, segundo a gestora, é de oferecer uma vantagem pouco explorada para o investidor brasileiro: a possibilidade de combinar o potencial de crescimento de empresas globais com os elevados juros domésticos. Atualmente, cerca de dois terços do IP Participações, principal fundo da gestora, é composto por ações globais. A alocação, porém, varia conforme as oportunidades.

Segundo a gestora, o resultado tão positivo dos papéis norte-americanos se deve sobretudo ao ambiente empreendedor pujante, estabilidade econômica de lá e ao grande potencial de geração de lucros destas companhias.

A IP administra quatro fundos de investimento, somando R$ 2,7 bilhões sob gestão. Além do IP Participações, o portfólio também inclui o IP Value Hedge, voltado a estratégias alternativas aos multimercados; o IP Previdência, versão previdenciária do IP Participações; e o IP Atlas, destinado a investimentos em empresas internacionais com ou sem exposição ao dólar.

A estratégia de gestão busca combinar retornos consistentes com controle de risco e menor volatilidade em relação à média dos fundos de ações, utilizando filtros com objetivo de reduzir o risco de perdas permanentes de capital.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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