Benefícios corporativos acabam entre 13 e 20 dias e revelam prioridades do trabalhador

Estudo Panorama do RH 2026 aponta que categorias essenciais são consumidas mais rapidamente, enquanto benefícios ligados a bem-estar seguem ritmo mais espaçado
Os benefícios corporativos no Brasil se esgotam, em média, entre 13 e 20 dias após o depósito, dependendo da categoria. O dado mostra, na prática, como os trabalhadores distribuem seus gastos ao longo do mês. A informação é do Panorama do RH 2026, estudo da Caju baseado na análise de mais de 127 milhões de transações realizadas por colaboradores de 59 mil empresas ao longo de 2025.
Tempo médio de consumo por categoria:
- Cultura: 20,6 dias
- Saúde: 18,3 dias
- Educação: 17,6 dias
- Refeição: 17 dias
- Auxílio Alimentação: 16,4 dias
- Alimentação: 15 dias
- Multi: 14,3 dias
- Mobilidade: 13,9 dias
- Home Office: 13,2 dias
Os dados mostram um padrão direto: despesas do dia a dia são atendidas primeiro, enquanto categorias menos recorrentes ficam para depois. O ritmo de uso varia conforme a natureza do gasto. Isso aparece com mais clareza nas categorias de alimentação, que concentram a maior parte das transações (82%). Nesses casos, o saldo se esgota entre 15 e 17 dias, indicando uso contínuo ao longo do mês, e não concentrado logo após o depósito.
O contraste entre as categorias indica que o benefício não é utilizado de forma uniforme. Há um padrão de consumo mais imediato para despesas básicas e outro mais espaçado para gastos pontuais.
“Na Caju, usamos esses dados para apoiar definições estratégicas da oferta de benefícios aos nossos mais 700 colaboradores, assim como também apoiamos na construção de políticas aderentes ao comportamento de mais de 1 milhão de colaboradores das mais de 60 mil empresas que escolhem oferecer benefícios com a Caju”, comenta Eduardo Del Giglio, CEO da Caju.
Para as empresas, esse comportamento funciona como um termômetro. O tempo de consumo ajuda a entender se o valor acompanha o ritmo de uso e como os diferentes benefícios entram na rotina dos colaboradores.
Ao mesmo tempo, a forma de uso desses recursos também vem mudando. O avanço dos pagamentos digitais, com crescimento no uso de cartões virtuais ao longo do último ano, indica que os benefícios estão cada vez mais integrados ao dia a dia de consumo.
“A oferta de benefícios nas empresas precisa ser uma extensão da cultura organizacional e das necessidades reais dos colaboradores, por isso, ter informações como essas à disposição pode impactar diretamente no engajamento e retenção dos talentos”, finaliza o CEO.








