Inadimplência de aluguel no Paraná cai pelo segundo mês consecutivo

Índice de inadimplência de aluguel no estado ficou em 2,86% ante 2,90% no mês anterior
A inadimplência de aluguel no Paraná caiu pelo segundo mês consecutivo e fechou maio em 2,86% – recuo de 0,04 ponto percentual em comparação a abril (2,90%). Já o comparativo com o mesmo período de 2025 (2,53%), o indicador cresceu 0,33 ponto percentual. A taxa ficou ainda abaixo da média nacional, que foi de 3,22%. Os dados são do Índice de Inadimplência Locatícia (IIL) da Superlógica, principal plataforma de soluções tecnológicas e financeiras para o mercado do morar.
Segundo Manoel Gonçalves, Diretor de Negócios para Imobiliárias da Superlógica, o segundo recuo mensal seguido é um sinal positivo, mas precisa ser lido com cautela diante do avanço na comparação anual. “O Paraná vem de uma trajetória de oscilações ao longo do último ano, mesmo que, em maioria, abaixo da média nacional – o que reflete um cenário regional mais controlado. Com isso, é necessário acompanhar os indicadores econômicos dos próximos meses para entender como a inadimplência locatícia deve se comportar”, afirma.
No recorte por regiões, o Nordeste continua liderando o ranking de inadimplência do país, com uma taxa de 5,39% – alta de 0,41 ponto percentual ante abril (4,98%). Em seguida aparece o Norte, com 4,38%, variação de apenas 0,01 ponto percentual sobre os 4,37% do mês anterior. Na sequência vêm Sudeste (3,15%, após marcar 2,94% em abril) e Centro-Oeste (2,85%, redução de 0,12 p.p. em relação ao mês anterior), que inverteram suas posições pela primeira vez desde novembro de 2025. Por fim, o Sul se mantém com a menor taxa do país, 2,67%, apesar do leve aumento de 0,02 ponto percentual frente ao último registro (2,65%).
Por tipo de imóvel, a região Sul registrou aumento em todos os formatos em maio. Os comerciais seguem à frente, com 3,40%, leve alta de 0,02 ponto percentual em relação ao mês anterior (3,38%); as casas foram de 3,03% em abril para 3,21% em maio, e aparecem em segundo lugar; e, por último, os apartamentos, que marcaram 2,09%, aumento de 0,11 p.p. ante os 1,98% anteriores.
No âmbito nacional, entre a base nacional analisada por faixa de valor, quase todas as faixas registraram aumento, mas os imóveis com aluguel de até R$ 1.000 continuam liderando. Entre os residenciais, a inadimplência nessa faixa ficou em 6,31% contra 5,56% no mês anterior. Nos comerciais, fechou o período em 7,60%, ante 7% em abril. A única que demonstrou queda foi a de locações comerciais de R$ 8.000 a R$ 13.000, que reduziu de 4,15% para 3,99% (redução de 0,16 p.p.). As faixas com inadimplência mais baixa foram residenciais e comerciais entre R$ 2.000 e R$ 3.000, com 1,91% e 3,52%, respectivamente.
Os aluguéis acima de R$ 13.000 também tiveram um aumento considerável, especialmente os residenciais, que subiram 1,64 ponto percentual e alcançaram 6,16% de inadimplência em maio, frente aos 4,52% de abril. Entre os comerciais, a alta foi de 0,47 p.p., fechando o período com taxa de 4,90% contra 4,43% do mês anterior.
“Os contratos de maior valor seguem preocupando as imobiliárias e administradoras pelo impacto financeiro que representam. Quem aluga um imóvel acima de R$ 13.000, geralmente, tem renda familiar acima de R$ 40.000, três vezes o valor do aluguel, dentro da margem de segurança padrão. Mas esse perfil é, em grande parte, composto por empreendedores, comerciantes e empresários. E o empresário brasileiro está sob pressão real: carga tributária crescente, menor giro da economia, crédito mais caro”, analisa Gonçalves.
Na análise por tipo de imóvel, os três segmentos registraram aumento em maio. A maior variação foi verificada nas casas, que subiram de 3,31% em abril para 3,69% em maio. A inadimplência dos apartamentos ficou em 2,35%, ante 2,11% em abril; e a dos imóveis comerciais foi de 4,21% para 4,39%.








