Educação sobe acima da inflação e Termômetro Financeiro revela como diagnosticar a saúde das finanças do lar

Educação sobe acima da inflação e Termômetro Financeiro revela como diagnosticar a saúde das finanças do lar

Ferramenta de diagnóstico financeiro orienta famílias a realizarem projeções de médio e longo prazo para protegerem a reserva de emergência e evitarem o endividamento recorrente

O encarecimento contínuo do custo de vida no Brasil tem imposto um desafio adicional às finanças das famílias: as despesas com educação seguem subindo acima da inflação oficial. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o grupo Educação acumula alta de 5,98%, superando o índice geral de 4,22%. A pressão é ainda maior na educação básica, com o ensino fundamental registrando alta de 8,71% e o ensino médio subindo 8,66%.

Diante desse cenário, o Termômetro Financeiro — solução gratuita voltada à análise e ao diagnóstico da saúde orçamentária dos brasileiros — faz um alerta aos pais e responsáveis: o reajuste das mensalidades escolares pode comprometer a estabilidade do lar e corroer a reserva de emergência se não houver um planejamento estruturado de médio e longo prazo.

“A mensalidade escolar é um compromisso financeiro de longíssima duração e com reajustes anuais garantidos por contrato. Quando a inflação setorial do ensino supera o índice geral de preços, a margem de manobra do orçamento familiar encolhe a cada ano”, explica Fernando Colares, advogado, contador e especialista finanças pessoais e análise de comportamento, criador do Termômetro Financeiro. “Sem o devido acompanhamento da capacidade de pagamento, o primeiro reflexo é a perda da capado cidade de poupar e o consumo gradual das reservas de emergência para cobrir o déficit mensal.”

Para conter o efeito dominó das despesas escolares sobre as demais obrigações do lar, o especialista do Termômetro Financeiro recomenda que o planejamento educacional não seja feito apenas para os 12 meses do ano letivo vigente.

As principais diretrizes de orientação orçamentária incluem: Projetar os custos totais com ensino (mensalidade, material, transporte e atividades extras) em horizontes de três a cinco anos, aplicando taxas reais de reajuste setorial. Preservação da reserva de emergência, que deve ser mantida para imprevistos de saúde e renda, e não utilizada para cobrir aumentos previsíveis de mensalidade escolar e Mapeamento de custos ocultos, tais como calcular o investimento em material didático, uniformes, rematrículas e passeios, que costumam pesar no primeiro trimestre do ano.

“O objetivo do Termômetro Financeiro é oferecer parâmetros claros de diagnóstico para que os pais identifiquem a ‘temperatura’ de suas finanças antes que a água ferva. Compreender o limite tolerável do comprometimento de renda com a educação permite tomar decisões conscientes, como renegociar contratos ou readequar o padrão de gastos com antecedência”, conclui o porta-voz.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 52 anos na área de jornalismo, sendo 50 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Há 25 anos é professora titular do curso de Jornalismo da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 19 anos de blog, mais de 50 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 21 prêmios, com destaque para Embrapa Floresta (Menção Honrosa em 2025); VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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