Seis em cada dez trabalhadores brasileiros não estão engajados no trabalho

Seis em cada dez trabalhadores brasileiros não estão engajados no trabalho

Desmotivação gera perda R$ 77 bilhões por ano

 Apenas 39% dos trabalhadores brasileiros se consideram engajados com o trabalho, enquanto as perdas econômicas associadas ao desengajamento chegam a R$ 77 bilhões por ano. Os dados são da terceira edição da pesquisa Engaja S/A, realizada pela Flash em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV EAESP), que identificou o menor nível de engajamento desde o início da série histórica do levantamento. O cenário acende um alerta para as empresas que buscam melhorar a produtividade, reter talentos e fortalecer a relação entre profissionais e organizações.

Divulgado em 2025, o estudo ouviu 5.397 profissionais de todas as regiões do país. Do total de entrevistados, 54% foram classificados como desengajados e 7% como ativamente desengajados. A pesquisa também estimou que o turnover (rotatividade de funcionários) responde por cerca de R$ 71 bilhões das perdas anuais, enquanto o presenteísmo (quando o profissional está presente, mas apresenta produtividade reduzida) representa outros R$ 6,3 bilhões.

O levantamento também identificou sinais de alerta sobre a permanência dos profissionais nas empresas: 60% dos entrevistados disseram ter pensado em pedir demissão com alguma frequência. Entre os trabalhadores ativamente desengajados, esse percentual chegou a 60% para aqueles que pensavam frequentemente em deixar o emprego, o que reforça a importância de iniciativas voltadas ao ambiente de trabalho, ao desenvolvimento profissional e ao vínculo com a organização.

Impacto social como estratégia de engajamento

Diante desse cenário, a Freehelper, por meio do studio.fh, propõe experiências de impacto social como parte das estratégias de desenvolvimento de equipes e fortalecimento da cultura organizacional. A iniciativa conecta empresas a organizações sociais por meio de ações de voluntariado, mentoria e atividades colaborativas, com projetos personalizados de acordo com os objetivos de cada negócio.

A proposta é transformar o propósito em uma experiência concreta para os colaboradores. Ao participar de iniciativas que respondem a desafios reais das comunidades, os profissionais têm a oportunidade de desenvolver competências, colaborar com colegas de diferentes áreas e ampliar a compreensão sobre o impacto de suas atividades.

“O desafio das empresas não está apenas em manter seus profissionais ocupados, mas também em construir ambientes nos quais as pessoas compreendam o valor do próprio trabalho e se reconheçam nos objetivos da organização”, afirma Pedro Eilert, fundador da empresa.

Planejamento para 2027

Com a aproximação do final do ano, o studio.fh oferece experiências corporativas de curta duração para empresas que desejam associar as atividades de integração ao desenvolvimento de pessoas e ao impacto social. Os formatos incluem palestras sobre propósito e voluntariado, jornadas para formação de embaixadores internos e oficinas práticas com organizações sociais.

“A proposta é levar o tema do engajamento para o planejamento estratégico das empresas, com iniciativas que conectem desenvolvimento de equipes, cultura organizacional e contribuição social. Em vez de restringir a integração a uma atividade pontual, a intenção é criar experiências alinhadas aos objetivos corporativos para o próximo ano”, ressalta Pedro.

Crédito da foto: Magnific

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 52 anos na área de jornalismo, sendo 50 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Há 25 anos é professora titular do curso de Jornalismo da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 19 anos de blog, mais de 50 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 21 prêmios, com destaque para Embrapa Floresta (Menção Honrosa em 2025); VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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