Pesquisa avalia competitividade de pequenas e médias empresas exportadoras no Brasil
Com o objetivo de promover o uso das novas ferramentas digitais e favorecer o crescimento das pequenas e médias empresas, a Red Global de Exportación (RGX), patrocinada pela SAP, realizou uma pesquisa de mercado com 200 empresas de diversos estados brasileiros. O documento revela como as pequenas e médias empresas exportadoras da região podem usar ferramentas de gestão, comunicação, promoção e difusão para potencializar sua competitividade no mercado nacional e internacional e alerta para o risco da subutilização destes recursos. Entre as constatações mais relevantes, destacam-se que:• Mais da metade das empresas têm a percepção de que ainda não alcançou o nível adequado de uso das tecnologias da informação e da comunicação;
• Somente 24% das companhias utilizam alguma ferramenta para administrar a relação com seus clientes, sendo que metade delas utiliza somente o correio eletrônico para essa comunicação;
• Os telefones celulares ganharam espaço nas empresas como ferramentas de ingresso á internet, mas só em áreas gerenciais e administrativas. No mesmo sentido, a telefonia IP tem sido utilizada corretamente somente na área de comércio exterior;
• Oito em cada dez empresas indicam que não faz uso de outros sites ou portais de terceiros para comercializar seus produtos online. Paralelamente, somente 19% dispõem de um website que permite vendas automatizadas online;
• Três em cada quatro pequenas e médias empresas exportadoras brasileiras utilizam atualmente as redes sociais nos seus negócios – as principais são Facebook e Twitter;
• Somente 13% dos entrevistados realizam alguma ação para apoiar seus distribuidores na venda de seus produtos. Entre elas, a mais utilizada é a newsletter ou o boletim eletrônico.
De acordo com a pesquisa, o primeiro elemento a destacar diz respeito á Gestão da Informação, fator chave em um contexto onde a economia traça uma linha divisória entre empresas competitivas e não competitivas no cenário internacional, incluindo governos. Nesse aspecto, os resultados encontrados em termos da utilização de ferramentas de gestão com os clientes, o uso de sistemas de gestão, as caracteísticas de seus websites e o grau de integração e utilização das redes sociais indicam que existem significativas margens de melhorias.
Por outro lado, o nível de aproveitamento das Novas Tecnologias de Informação e Comunicação (NTICs) como ferramentas de vendas e promoção determina a competitividade internacional das pequenas e médias empresas. Assim, os esforços das empresas na utilização de websites como plataforma de vendas internacionais, vinculação com fornecedores e captação de novos clientes são poucos. Paralelamente, a maioria não aproveita outras plataformas online para comercialização de produtos, como os marketplaces B2B ou os sites de leilões, desperdiçando o cenário das transações de comércio eletrônico.
Em um contexto internacional onde os mercados sofrem maiores restrições, em função do nível menor de atividade e da aplicação de práticas protecionistas, é estratégico para as empresas brasileiras promoverem ações que permitam reter e fidelizar os atuais clientes internacionais. Preocupam, nesse sentido, os escassos esforços por utilizar as Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) como ferramentas de comunicação e apoio á sua rede de distribuição internacional. Por exemplo, na utilização de campanhas de promoção online para suporte aos distribuidores ou no uso de soluções integradas de comunicação que permitam maior e melhor atenção aos clientes externos.
Enquanto o tratamento cotidiano com empresas importadoras, brokers, distribuidores internacionais de produtos e tradings indica uma utilização mais frequente da internet como ferramenta para a busca, prospecção e seleção de novos fornecedores, as empresas brasileiras realizam tímidas iniciativas para aproveitar as soluções online disponíveis, o que gera uma brecha de oportunidade que deve ser corrigida.
በoportuno trabalhar com ferramentas de TIC para diversificar a utilização das redes e também altamente desejável ampliar o espectro á busca de fornecedores, recursos humanos e captação de informação que permita disparar nas pequenas e médias empresas os processos de inovação em produtos e de comercialização.








