Grandes empresas inspiram adesão ao Programa de Benefício em Medicamentos
Grandes e conhecidas empresas se transformam em boa referência do Programa de Benefício em Medicamentos (PBM) aqui no Brasil. De acordo com a Associação Brasileira das Empresas Operadoras de PBM, dos 2,5 milhões de funcionários que atualmente recebem subsídio dos empregadores para a compra de remédios por meio do programa, a maioria trabalha para empresas de grande porte, como a Oi, Petrobras, IBM, Unilever e Nestlé, por exemplo. “Essas grandes empresas contribuem significativamente para a popularização do PBM, fazendo com que empresas menores percebam suas vantagens. Acreditamos que esse reconhecimento também as levará a aderir ao programa, aumentando a população de beneficiários no país. É só uma questão de tempo”, diz Luiz Monteiro, presidente da PBMA. Nos Estados Unidos, onde as empresas já oferecem o PBM a seus funcionários desde a década de 1980, já são mais de 200 milhões de beneficiários, hoje.
Monteiro conta que uma das principais vantagens para a empresa é a redução do absenteísmo entre os funcionários. “Há muitos casos em que o empregado passa por consulta médica, faz todos os exames necessários, tem o problema diagnosticado e o tratamento prescrito pelo médico. Mas não consegue segui-lo, porque não dispõe de dinheiro para comprar os remédios até a conclusão do tratamento. Depois, o problema retorna e o empregado, então, volta também a faltar”, diz o presidente da associação.
Com o PBM, o acesso da população aos medicamentos é facilitado. “Hoje, as principais redes de farmácias do país participam desse programa”, conta o diretor. Levantamento realizado pela Associação indica que as empresas nacionais subsidiam, em média, cerca de 50% do valor do remédio. O benefício pode vir, por exemplo, descontado da folha de pagamento do funcionário. “Mas existem outras opções. O RH das empresas pode escolher qual a mais adequada.”
A expectativa da Associação é de que, num prazo de até cinco anos, o número de empregados beneficiados com o subsídio de medicamentos chegue a 20 milhões no Brasil.








