Setor privado defende extinção do adicional de 10% do FGTS

FGTS2A indústria brasileira, em parceria com os demais representantes do setor produtivo, está unida pela extinção do adicional de 10% do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), pago em caso de demissão sem justa causa. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) e entidades empresariais se mobilizam para pedir à Câmara dos Deputados a aprovação imediata do Projeto de Lei Complementar 200/2012, projeto de lei que põe fim a um tributo que não deveria mais existir.

A CNI ressalta que o fim desta contribuição em nada afeta os direitos e garantias do trabalhador. O PLP 200/2012 não elimina ou altera a multa recissória de 40% sobre o saldo do FGTS, também pago em caso de demissão sem justa causa, e que vai para o bolso do empregado dispensado. O adicional de 10% do FGTS, por sua vez, é destinado ao caixa do governo federal e representa um ônus pesado e descabido para as empresas brasileiras.

Na opinião da CNI, não há base legal para se manter a cobrança do adicional, uma vez que ele foi criado em caráter provisório e cumpriu o objetivo original para o qual havia sido criado. Em 2001, a contribuição extra foi instituída, fruto de um grande acordo entre governo, empresários e trabalhadores com única e exclusiva finalidade de cobrir um rombo de R$ 42 bilhões no FGTS, devido a 38 milhões de correntistas lesados nos planos Verão (1989) e Collor I (1990).

Em fevereiro de 2012, a Caixa Econômica Federal, gestora dos recursos, notificou o Conselho Curador do FGTS de que o adicional de 10% do FGTS poderia ser extinto em junho do mesmo ano. O governo federal, porém, manteve a cobrança e os recursos têm ficado na Conta Única do Tesouro. “O setor privado já cumpriu sua parte no acordo, mas o adicional, que deveria ser provisório, se tornou permanente“, diz Monica Messenberg, diretora de Relações Institucionais da CNI.

Se aprovar o PLP 200/2012, o Congresso Nacional terá contribuído de forma importante reduzir o peso da carga tributária brasileira. Extinguir o adicional de 10% do FGTS trará um alívio para as empresas de todos os setores da economia e de todos os portes. Entre julho de 2012 e abril deste ano, os empregadores brasileiros já arcaram com uma despesa que supera R$ 2,7 bilhões.

A CNI estima que, em julho, quando se completa um ano que a contribuição é mantida de forma infundada, o setor produtivo terá desembolsado R$ 3,3 bilhões. Os recursos, hoje direcionados para o caixa do governo, poderiam ser revertidos em ampliação da capacidade produtiva, em investimentos em inovação e na qualificação dos empregados da indústria, do comércio e do setor de serviços.

Reivindicação do setor produtivo e uma das bandeiras da CNI em 2013, o fim do adicional de 10% do FGTS está entre os 17 projetos prioritários da Agenda Legislativa da Indústria. O PLP 200/2012 já foi aprovado pelo Senado, em agosto de 2012. Se for aprovado pela Câmara dos Deputados, em 3 de julho, o projeto terá de ser novamente apreciado pelo Senado, antes que vá à sanção da Presidência da República.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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