Seguro protege executivos contra eventuais erros
A vida profissional dos executivos e diretores de empresas está se tornando cada vez mais complexa. O executivo ou mesmo o sócio de uma empresa que cometer um erro ou tomar uma decisão inadequada, que resulte em prejuízo na condução dos negócios, além de perder o emprego, também terá que responder financeiramente pela sua falha.
Eu conversei com o advogado e diretor do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Paraná (Ibef/PR), Ricardo Becker (foto), e ele me disse que muitas empresas estão adotando o seguro de responsabilidade civil para executivos, mais conhecido como D&O (do inglês Directors and Officers), que protege os bens do corpo diretivo contra eventuais erros.
Aliás, alguns executivos só estão buscando cargos em empresas, em que no pacote de benefícios está incluído este tipo de seguro. O D&O, que existe no Brasil há 15 anos, já está presente em 38% dos contratos de trabalho dos executivos de empresas brasileiras e em 51% nas multinacionais. Só para se ter uma ideia, em 2012 esta modalidade de seguro movimentou pouco mais de R$ 193 milhões, ou 12% acima do verificado no ano anterior. A cobertura pode chegar a cifras polpudas de R$ 1 milhão para pequenas e médias empresas brasileiras e de atè US$ 1 bilhão em caso de grandes multinacionais.
Segundo Ricardo Beker, uma boa engenharia financeira numa empresa é tão importante quanto uma planta para construir um prédio. Hoje com as margens cada vez mais apertadas e o aumento da concorrência, qualquer deslize cometido pelo executivo de finanças pode resultar na quebra da empresa.
A proteção do seguro varia de empresa para empresa, mas abrange desde problemas tributários e trabalhistas até processos ambientais. Os únicos casos que podem impedir um executivo de receber a cobertura são a infração cometida ser considerada criminosa ou ter sido motivada para benefício próprio. Ou seja, é uma cobertura para a proteção das partes lesadas por um erro de gestão e não um seguro para acobertar crimes.








