Setembro contraria comportamento sazonal e indústria de máquinas registra queda

A indústria de máquinas e equipamentos fechou o mês de setembro com faturamento bruto real de R$ 7,090 bilhões, queda de 1,2% ante agosto. Na comparação com setembro de 2012, o faturamento bruto real registrou avanço de 8,0%. No acumulado do ano até setembro, o setor faturou R$ 59,380 bilhões, baixa de 5,3% ante igual período do ano passado. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira, 30, pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). “Se eliminarmos o efeito cambial, o resultado em relação a 2012 passa a ser uma quase estabilidade (+1,2%)”, vislumbrou Carlos Pastoriza, secretário da entidade.
O consumo aparente de máquinas e equipamentos atingiu R$ 10,341 bilhões em setembro, recuo de 2,5% ante agosto. Em relação a setembro de 2012, houve alta de 21,3%. No acumulado até setembro, o consumo aparente totalizou R$ 90,909 bilhões, avanço de 7,1% em relação a igual período de 2012. Pastoriza salientou que o mês de setembro de 2013 contrariou o comportamento sazonal do setor ao registrar queda de 1,2%. “Este resultado é um indicativo que o segundo semestre de 2013, ainda que melhor que 2012, dificilmente anulará a queda observada até agora”, concluiu.
As exportações somaram US$ 1,007 bilhão em setembro, queda de 19,4% ante agosto e recuo de 20,2% ante o mesmo mês do ano passado. No acumulado do ano até agosto, as exportações totalizaram US$ 8,904 bilhões, declínio de 11,6% ante o mesmo período do ano passado. Já as importações totalizaram US$ 2,547 bilhões em setembro, recuo de 6,4% ante agosto e alta de 11,9% na comparação com setembro de 2012. No acumulado do ano, as importações alcançaram US$ 24,296 bilhões, avanço de 7,5% na comparação com o mesmo período do ano passado.
O déficit comercial do setor apresentou avanço de 4,6% de agosto a setembro, para US$ 1,541 bilhão. Na comparação com setembro de 2012, houve crescimento de 51,8%. No acumulado do ano até setembro, o déficit chegou a US$ 15,392 bilhões, avanço de 22,8% ante igual período do ano passado. No ano, o aumento das importações ocorreu na maioria dos setores da economia, o que confirma o efeito preço na substituição da produção nacional, ainda que no mês quase todos tenham reduzido a importação. A principal origem das importações de máquinas e equipamentos em valores são os Estados Unidos com 25% do volume importado, na segunda posição aparece a China com 17%, mas ocupando espaço crescente no mercado nacional.
Os dados da Abimaq mostram ainda que o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) do setor fechou o mês de setembro em 77,3%, com baixa de 0,6% ante o resultado de agosto. No mês passado, o setor somou 257.825 empregados, baixa de 0,4% na força de trabalho em relação a agosto. No entender da Abimaq, a preocupação é maior quando se observa o comportamento da carteira de pedidos dos fabricantes de bens sob encomenda, que registrou decréscimo de 0,4% no quadro de pessoal, perfazendo a terceira queda mensal consecutiva. O mês de setembro encerrou com pouco mais de 257 mil pessoas empregadas.


