Presidente da CNI defende acordo de livre comércio entre Brasil e Estados Unidos

Robson Braga Andrade
Robson Braga Andrade

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, afirmou que Brasil e Estados Unidos devem começar a negociar um acordo de livre comércio.  “Um acordo de livre comércio não é feito da noite para o dia. Temos que começar a negociar um acordo com os Estados Unidos, pois a indústria brasileira se tornará mais competitiva”, disse Andrade  em discurso para uma plateia  de 200 empresários americanos, na sede do Federal Reserve Bank of Kansas City, em Denver (Colorado).  Andrade explicou que Brasil e Estados Unidos precisam reforçar as relações bilaterais e ampliar investimentos. Segundo ele, os Estados Unidos são o segundo parceiro comercial do Brasil, atrás apenas da China. De janeiro a setembro deste ano, as exportações brasileiras para os Estados Unidos somaram US$ 18,4 bilhões, um valor 10,67% inferior ao mesmo período do ano passado. E desde 2008, o Brasil não tem superávit comercial com os Estados Unidos.

No entanto, o presidente da CNI destacou que o Mercosul é importante para o Brasil, mas não se pode ficar restrito a esse bloco econômico.  “Como líder na América Latina, o Brasil precisa buscar novas parcerias, sem ficar amarrado ao Mercosul. Quero deixar claro que o Mercosul é importante, mas não é mais suficiente”, afirmou.  Ele lembrou que dois passos importantes nas relações entre Brasil e Estados Unidos é a assinatura de um acordo que evite a bitributação e o fim da exigência de visto para os brasileiros entrarem nos Estados Unidos.

Andrade lembrou de sua primeira conversa com um embaixador dos Estados Unidos na década de 90. “Ele chegou em Minas Gerais, meu estado, e disse, sem meias palavras: ‘eu não vim comprar, vim vender’”, contou, arrancando gargalhadas da plateia. E completou: “Por isso, posso falar, sem cerimônias, que eu vim vender e não comprar”.

O presidente da CNI destacou que a democracia é a base da sociedade brasileira e que há diversos motivos para se investir no Brasil. “A desigualdade de renda e a pobreza estão diminuindo, o Brasil tem um enorme mercado consumidor e excelentes oportunidades de investimento”, afirmou. Além disso, acrescentou, a indústria brasileira é bastante diversificada e competitiva e oferece uma série de  oportunidades para investimentos, seja por meio de associações ou por injeção direta de capital. Entre os setores que oferecem boas oportunidades de investimentos, destacam-se o aeroespacial, calçados, bebidas e refrigerantes, borracha, celulose, automóveis e siderurgia. “Quero convidar todos para conhecer melhor o Brasil”, disse ao encerrar a apresentação.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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