Maioria dos inadimplentes desconhece o valor total das suas dívidas

dividasUma pesquisa realizada pela Serasa Experian feita com cerca de 1000 consumidores apontou que cerca de 25% se declaram inadimplentes – eles afirmaram não estar em dia com o pagamento de, pelo menos, uma despesa no mês. Do total de entrevistados que se afirmam inadimplentes, 38% admitem não ter ideia de qual é o valor total das contas ou parcelas em atraso, enquanto que 32% sabem o valor exato e 30% estimam um valor aproximado. A quantidade de pessoas que desconhecem o total de suas dívidas é ainda maior quando se divide o estudo por classes sociais, chegando a 42% de pessoas da classe C que se encontram nesta situação.

Para 41% dos inadimplentes, o motivo para não conseguir pagar as dívidas foi o desemprego. Outros 15% afirmaram ter comprometido parte da renda com despesas de reforma ou financiamentos de carro/imóvel. Apenas 6% apontaram o aumento do custo de vida, enquanto que 21% afirmaram que a situação financeira piorou, devido a descontrole nos gastos da casa. Ao serem questionados sobre sobrar ou faltar dinheiro no fim do mês, 60% dos inadimplentes disseram que normalmente, falta dinheiro. Apenas 12% disseram que normalmente sobra dinheiro, enquanto que 27% disseram que em alguns meses o dinheiro sobra e em outros falta. Os consumidores pesquisados também apontaram que, do total da renda mensal, em média 46% são destinados para o pagamento de dívidas.

Do total de pesquisados que se declararam inadimplentes, 34% possuem entre 30 e 39 anos; 22%, entre 40 e 49 anos; 18%, tem de 25 a 29 anos; 16%, 50 a 59 anos e 9%, de 20 a 24 anos de idade. A maior parte está concentrada na região Sudeste do país, equivalente a 43% do total, seguida pela região Nordeste, com 31%. O Sul vem em terceiro lugar, com 12%, seguidos por Centro-Oeste e Norte, com 7% cada um.

Para cerca de um terço dos inadimplentes pesquisados, a situação financeira nos últimos 2 anos sofreu impacto negativo. 14% afirmaram que, durante este período, a situação financeira piorou muito. Para 16%, piorou um pouco. 32% afirmam que melhorou um pouco, 29% disseram que a situação continuou a mesma e apenas 10% afirmaram que, nos últimos 24 meses, a situação financeira melhorou muito – mas, ainda assim, continuaram inadimplentes.

Ao serem questionados o que fazem quando falta dinheiro, 41% afirmaram que cortam ou economizam em algumas despesas. 13% disseram que pedem ajuda a familiares ou amigos. 12% dos entrevistados afirmaram entrar no cheque especial. 9% informaram que não pagam o total da fatura do cartão, 8% continuam a consumir e deixa de pagar algumas contas e 6% usam o cartão de crédito. Os 11% restantes buscam outras soluções.

Dentre os produtos/serviços financeiros que estavam utilizando no momento da realização da pesquisa (esta pergunta permitia múltiplas respostas), 51% afirmaram utilizar cartão de crédito. 36% utilizaram carnê de loja, ou seja, algum parcelamento com carnê de loja. 25% afirmaram usar cheque especial/limite de conta corrente, 25% empréstimo pessoal em banco, 14% crédito consignado, 13% cheque pré-datado e 9% crédito pré-aprovado em banco. 21% afirmaram estar financiando automóveis. 27% usam cartões de lojas ou supermercados. 13% usam empréstimos obtidos de familiares/colegas e 10% estão comprometidos com financiamentos de imóveis. Apenas 14% dos entrevistados afirmaram não estar utilizando nenhum produto/serviço financeiro no momento.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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