Números negativos da economia não interferem nos negócios com franquias

A perspectiva econômica brasileira desde o ano passado não é das melhores. Com a inflação acumulada nos últimos 12 meses na casa dos 6%, já especula-se que o país deve passar por um período de estagnação em breve. Esse movimento fez com que os empresários ficassem mais cautelosos sobre como, onde e no que investir. No entanto, a realidade negativa não atrapalhou o franchising. O setor cresceu 11,9% no ano passado, número muito acima da margem de desenvolvimento do PIB (produto interno bruto) – que foi de 2,3% – e movimentou cerca de R$ 115, 6 bilhões. Este cenário comprovou a rentabilidade e mostrou que o segmento, que adquiriu 277 novas marcas, continua sendo uma opção interessante para quem deseja iniciar sua carreira como empreendedor.

Na opinião de Thaís Kurita, sócia do escritório especializado em franchising KBM Advogados, mesmo com a economia do país em oscilação, os interessados em começar um negócio podem prosperar ao investir em uma rede de franquia. Para isso, antes de começar a operação, é necessário seguir alguns passos preventivos. Segundo a especialista, o primeiro deles é entender que nenhuma rede lhe dá garantia de sucesso, portanto, como qualquer outro setor, é importante realizar um planejamento adequado antes de tomar qualquer iniciativa. “Franquia não é sinônimo de garantia de sucesso. Como em qualquer outro empreendimento é importante realizar uma ampla pesquisa, fazendo uma analise do mercado, do retorno que o modelo da rede pode te oferecer e, o mais essencial, realizar uma reserva financeira que arque com as suas despesas. Caso contrário, é possível que o negócio não gere a evolução esperada”, orienta.

De acordo com a advogada, o passo seguinte é conversar com quem já é franqueado, independentemente do segmento em que atua. Para Thaís Kurita, este procedimento deve ser encarado com uma conduta analítica, onde perguntas que fujam das habituais são fundamentais e, se possível, devem ser repetidas com vários outros empreendedores antes do candidato escolher a rede que acha a mais adequada investir. “O questionário deve ser feito com um olhar crítico, sempre evitando as perguntas clichês como: ‘qual o retorno financeiro? quanto tempo eu tenho que trabalhar?’. Ao invés disso, tente conduzir o diálogo de outra maneira, buscando entender pontos como o suporte prestado pelo franqueador, as suas atribuições dentro da operação e até se aquele franqueado aconselha você a tornar-se um empreendedor daquela determinada marca”, comenta.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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