Vendas da indústria paranaense acumulam queda de 6,3% no ano
Depois de registrar o pior junho dos últimos 21 anos, as vendas industriais do Paraná tiveram melhora em julho, com crescimento de 11,5% em relação ao mês anterior. De acordo com a pesquisa de indicadores conjunturais, realizada mensalmente pelo departamento Econômico da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), o crescimento, considerado característico deste mês, não foi o suficiente para compensar a queda recorde de junho, de 11,7%. Com isso, no acumulado do ano (jan./jul.), as vendas industriais registram queda de -6,3%.
Em comparação aos sete primeiros meses de 2013, apenas 6, dos 18 gêneros pesquisados pela Fiep tiveram aumento das vendas neste ano – Máquinas, Aparelhos e Materiais Elétricos (21,8%); Edição e Impressão (9,4%); Produtos de Materiais não Metálicos (7,3%); Couro, Artefatos de Couro e Calçados (7,2%); Produtos Têxteis (5,7%) e Móveis e Indústrias Diversas (2,6%). As principais quedas do período foram registradas nos segmentos de Material Eletrônico e de Comunicações (-62,9%); Fabricação e Montagem de Veículos Automotores (-19,8%) e Metalúrgica Básica (-18,9%).
O estudo revela que a evolução das vendas industriais acumuladas vem se deteriorando desde o início do ano. O resultado acumulado até abril era de -4%, até maio de -4,7%, até junho, de -6% e agora, em julho, -6,3%, – o que, segundo o coordenador do departamento Econômico da Fiep, Maurílio Schmitt, mostra que a aceleração da queda, neste ano, pode estar chegando ao fim. “Esta queda decorre principalmente da progressiva redução do ritmo da atividade econômica no país. A queda do produto interno bruto (PIB) industrial brasileiro no primeiro semestre em -1,4% é um indicador desta retração”, explicou Schmitt.
Nos sete primeiros meses de 2014, o número de empregos na indústria aumentou 0,6% em relação ao último ano. Só na área de produção, o aumento foi de 0,4%. Os três segmentos que apresentaram as maiores expansões foram Máquinas, Aparelhos e Materiais Elétricos (25,5%); Têxteis (6,9%) e Produtos Químicos (5,2%).







