Pesquisa traça perfil da mulher empreendedora no Brasil

empreendedorismo  femininoFoi apresentado nesta quinta-feira (4) no 3º Fórum Empreendedoras 2014 organizado pela Rede Mulher Empreendedora, uma pesquisa nunca realizada em território Nacional sobre o perfil das mulheres empreendedoras brasileiras. A predominância feminina ainda é absoluta no universo da RME, 73% são brancas e 73% das mulheres que responderam a pesquisa têm entre 31 e 50 anos. A média é de 40 anos, com mínima de 18 anos e máxima acima de 60 anos, segundo apura a pesquisa.

Sessenta por cento das empreendedoras têm filhos, sendo que  58% são casadas, 27 % solteiras, 10% divorciadas e as outras 5 % se dividem entre viúvas e outras. Quanto à formação acadêmica,  58% no máximo têm até graduação completa, sendo que 7% possuem mestrado e doutorado. Já 51% das mulheres não estudaram para empreender.

A pesquisa comprova que a atividade principal das empreendedoras é a área de serviços, com 62,7% do total; 26,9% estão no Comércio, Indústria 4,9% e negócios sociais 3,2% e terceiro setor ficaram com 1,2%. Também ficou comprovado na pesquisa que 82,5 % das mulheres empreendedoras têm negócio próprio e que a sua motivação está ligada ao conhecimento próprio do segmento.

Sobre Motivação para o Negócio,  28% decidiram entrar nesse negócio porque já trabalhavam nele em uma empresa como funcionária, gostava e resolveu abrir seu próprio negócio, enquanto 20% estudaram o negócio observaram oportunidade de mercado. Quanto ao lugar que preferem trabalhar, 46% afirmam que gostam de  trabalhar em estilo “home office”, 32% tê4m escritório próprio.

Quando perguntadas sobre as principais dificuldades, o quadro se divide em múltiplas respostas: a maioria, 48,3%,  tem dificuldade na divulgação e marketing; 36,7% no planejamento financeiro; 26,6% diz que sabe produzir mas não consegue vender; 24,6% têm dificuldade de encontrar mão de obra; 21,1% têm dificuldade de acesso a crédito; 15,3% não têm local para vender seus produtos.

Perguntadas sobre que fase elas consideravam estar o seu negócio, elas são otimistas e estão focadas em crescer. O perfil dessas mulheres mostra que elas estão numa constante busca por melhorias no negócio e perguntadas como pretendiam melhorar sua empresa, foram obtidas diferentes respostas: 57% através de eventos para empreendedores; 53% realizando cursos nas áreas de melhorias; 37% realizando cursos de empreendedorismo; 14% contratando especialistas para o quadro da empresa e 11% contratando uma consultoria

Apesar desse número ter aumentado significativamente do ano passado para 2014, “a mulher empreendedora brasileira ainda é a que menos se utiliza do Networking no mundo para fazer negócios,” segundo disse Ana Lucia Fontes, diretora da RME, durante a apresentação da pesquisa no Fórum Empreendedoras e que acaba de voltar do Marrocos representando as mulheres empreendedoras do Brasil num Fórum sobre Direitos Humanos, “Mas esse comportamento está mudando, e essa pesquisa pôde comprovar isso” afirma Ana.

A Rede Mulher Empreendedora realizou essa pesquisa pelo segundo ano consecutivo com o único objetivo de conhecer melhor seu público e buscar nela informações que possam ajudar a melhorar o relacionamento crescente e produtivo que tem com as empreendedoras do Brasil inteiro.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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