Paraná está entre estados que tiveram maior volume de recursos do BNDES para micro e pequenas empresas inovadoras
Em 2014, as micro, pequenas e médias empresas (MPME) instaladas no Paraná tiveram um apoio extra para investir em inovação – o novo programa do BNDES MPME Inovadora. Dos R$ 115 milhões movimentados pelo programa desde seu lançamento, em abril de 2014, 18% foram captados pelas empresas do Paraná, no total de R$ 21 milhões. O novo produto vem sendo divulgado no Estado pela Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), por meio de sua Gerência de Fomento e Desenvolvimento.
Para o coordenador de Fomento, Eduardo Kossovski, o programa tem vantagens em relação ao que é ofertado no mercado atual. “As taxas do programa são bastante diferenciadas para quem inova, em relação a linhas normais de financiamento para micro, pequenas e médias”, avalia. “Quem precisa compor as garantias necessárias, pode recorrer ao Fundo de Aval das Micro e Pequenas Empresas do Sebrae (Fampe), ao Fundo Garantidor para Investimentos do BNDES (FGI)”, explicou Kossovski.
Santa Catarina foi o Estado que solicitou o maior número de operações até agora (30), seguido de Paraná e Rio Grande do Sul (ambos com 15 operações cada) e São Paulo e Minas Gerais (3 operações cada). Os maiores aportes de recursos foram para Santa Catarina (R$ 37 milhões), Rio Grande do Sul (R$ 33 milhões), Minas Gerais (R$ 22 milhões) e Paraná (R$ 21 milhões).
Por ser um programa, o MPME Inovadora tem um prazo de vigência definido – que determina que os pedidos de financiamento poderão ser protocolados no banco até 31 de dezembro de 2015 – com dotação orçamentária limitada – R$ 500 milhões. Os recursos podem ser acessados por indústrias com faturamento anual de até R$ 90 milhões que tenham realizado, a partir de 2011, investimentos em serviços tecnológicos por meio do Cartão BNDES ou ainda que tenham acessado os programas Sibratec, Sebraetec, Senai/Sesi de Inovação.
O programa também é acessível a empresas que tenham patente concedida ou pedido de patente válido no ano do protocolo da operação, ou nos dois anos anteriores. Nestas situações, serão apoiados os investimentos complementares a seus processos inovadores.
O programa também apoiará o plano de negócios, a implantação ou modernização e o desenvolvimento de novos produtos e processos de empresas localizadas em Parques Tecnológicos e incubadoras ou ainda que tenham, em sua composição societária, fundos de investimento em participações e em fundos mútuos de investimento em empresas emergentes, regulados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).








