Investimento em educação corporativa desponta como alternativa para melhorar a qualificação de profissionais

Em meio a um cenário repleto de desafios na melhoria da qualificação de profissionais e na retenção de talentos no Brasil, a educação corporativa surge como uma solução cada vez mais adotada pelas empresas, dos mais diversos portes. A análise está presente no estudo inédito “Educação Corporativa no Brasil”, realizado a partir das respostas de 126 empresas, 28% das quais indicam já possuir universidades corporativas em suas estruturas. “O estudo revela que há uma forte tendência para o desenvolvimento e a implantação de universidades corporativas. A prática tende a crescer ainda mais nos próximos anos”, afirma Marcos Braga, diretor da Deloitte Educação Empresarial – uma nova frente de soluções com foco em ensino corporativo da empresa de consultoria, que visa levar ao mercado conhecimento técnico em diversos segmentos, como práticas contábeis e financeiras. Da amostra das empresas que não têm universidades corporativas (72%), 28% pretendem implantá-la em até dois anos.

Além das universidades corporativas, que aparecem como uma das principais tendências de ensino no âmbito das empresas, a educação à distância também é uma das vertentes em ascensão. A pesquisa aponta que, além de ser um item em crescimento dentro das práticas de educação corporativa, o tema deve exigir o desenvolvimento de plataformas móveis e games, além da necessidade de novas ferramentas para atender à alta demanda. Dos investimentos apontados pelas empresas, 67% são destinados às iniciativas de educação presencial e 33% à distância.

A pesquisa também detalha os investimentos praticados pelas corporações em educação. Das empresas participantes – pequenas, com faturamento anual de até R$ 250 milhões; médias, de até R$ 1 bilhão, e grandes, com mais de R$ 1 bilhão –, 63% responderam à questão sobre o quanto investem em educação corporativa em relação ao seu faturamento. As respostas desse grupo indicaram uma média de investimento equivalente a 0,47% do faturamento anual.

Já entre as organizações que apontaram os montantes de recursos propriamente ditos na gestão da educação corporativa (46% da amostra das entrevistadas), a média de investimento indicada foi de cerca de R$ 2,4 milhões. O valor considera gastos de gestão e da própria aplicação do modelo escolhido.

Proporcionalmente à sua receita, são as de médio porte que mais investem, com 0,72% do faturamento anual (percentual médio indicado pelas que responderam a essa questão) e R$ 4,1 milhões (montante médio indicado pelas respondentes desse grupo a essa pergunta específica).

O levantamento da Deloitte ainda trouxe dados sobre como estão as estruturas internas voltadas à educação que as empresas possuem. Dentre as participantes, 45% têm equipes dedicadas ao sistema de educação corporativa, tendo em média um departamento com quatro pessoas. “É visível que as empresas estão em busca de uma mudança e de uma estruturação. Neste momento inicial, elas precisam avaliar as melhores formas de treinamento e quais devem ser as suas estruturas internas, diante de suas próprias demandas”, destaca Marcos Braga.

Em relação aos conteúdos praticados, as hard skills – competências consideradas técnicas e específicas para realizar um determinado trabalho – são as mais colocadas em prática (58% de apontamentos entre as empresas que responderam a essa questão). Além disso, 47% do total de profissionais das empresas receberam ao menos um treinamento em 2013 (último ano-base completo sobre o qual a pesquisa pôde captar as respostas para esse item). Já entre os profissionais que mais recebem treinamentos, os cargos de gerentes e coordenadores são os mais citados, com 48% e 42%, respectivamente.

O levantamento também aponta que a educação corporativa deve estar alinhada à estratégia da empresa para que os seus investimentos tenham retorno. Para isso, é importante avaliar se os treinamentos realizados têm sido produtivos e cumprido com o seu papel. Desta forma, foram identificados os principais mecanismos para essa ponderação. São eles: avaliação de eficiência por meio de entrevistas com o gestor da equipe; avaliação da reação e entrevistas e indicadores de performance das operações.

O aperfeiçoamento da força de trabalho, que abrange qualificação, retenção de talentos e produtividade, está cada vez mais próximo das empresas. “O avanço tecnológico do mercado como um todo exige uma atualização permanente dos profissionais. É difícil para o meio acadêmico acompanhar esse movimento por completo. Por isso, as empresas precisam assumir e abraçar esse papel de educadores”, finaliza Braga, da Deloitte.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 52 anos na área de jornalismo, sendo 50 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Há 25 anos é professora titular do curso de Jornalismo da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 19 anos de blog, mais de 50 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 21 prêmios, com destaque para Embrapa Floresta (Menção Honrosa em 2025); VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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