Para enfrentar crise, Abimaq adota medidas de caráter emergencial

Carlos Pastoriza: "Estamos à beira da destruição, não apenas da desindustrialização".
Carlos Pastoriza: “Estamos à beira da destruição, não apenas da desindustrialização”.

Diante do cenário de dificuldades enfrentado pelo setor fabricante de máquinas e equipamentos, que sofre avançado processo de desindustrialização devido à perda de competitividade resultante de fatores ligados à política econômica brasileira e à crise atual, a Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) e o Sindimaq (Sindicato Nacional da Indústria de Máquinas) realizaram reunião das Diretorias Plenárias no dia 11 de junho, na sede da associação, para discutir medidas, em caráter emergencial, para administrar a crise econômica. Durante a reunião, deliberou-se, também, pela criação de um Comitê de Gestão da Crise, que deverá se reunir nos próximos dias para detalhar todas as sugestões de ações que foram propostas durante a reunião Plenária.

Devido à falta de demanda e visando à redução de custos nas indústrias de máquinas e equipamentos, foram apresentadas e detalhadas aos associados alternativas de medidas legais a serem adotadas pelos empresários, entre elas: férias coletivas, banco de horas, redução de jornada com redução de salário e suspensão temporária do contrato de trabalho (layoff).

“Estamos à beira da destruição, não apenas da desindustrialização. Acho que poucos associados chegarão ao fim do ano de forma saudável. No curto prazo, a única saída para o setor é exportar, mas isso não acontece do dia para a noite. Então, como estamos no limite, teremos que tomar medidas previstas na legislação trabalhista. Infelizmente, situações extremas demandam medidas extremas, e se o governo não tomar as ações necessárias para revigorar nossa indústria, as demissões de funcionários vão continuar. Desde maio de 2013, já demitimos mais de 40.000 trabalhadores diretos”, ressaltou Carlos Pastoriza, presidente da associação.

Segundo Pastoriza, fatores como câmbio apreciado, juros elevados, cumulatividade de impostos e elevada carga tributária impedem que a indústria de transformação nacional consiga reagir.  “Estamos deixando de produzir riqueza e renda no país”, afirma. Além disso, grande parte das empresas do setor que atuam no segmento de óleo e gás está sofrendo com o problema de inadimplência devido à crise causada neste setor pela Operação Lava Jato.

Os associados estão sendo orientados pela Abimaq quanto ao alcance e às implicações de cada medida prevista na legislação trabalhista apresentada durante a reunião, além do detalhamento das condições em que devem ser estabelecidas, para que as melhores alternativas possíveis possam ser adotadas, tanto para os empresários como para os empregados.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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