Exportações de calçados geram US$ 80 milhões em julho

Heitor Klein: "Os exportadores serão auxiliados pelo câmbio, mas também pelas recuperações em alguns dos principais mercados para o calçado". brasileiro.
Heitor Klein: “Os exportadores serão auxiliados pelo câmbio, mas também pelas recuperações em alguns dos principais mercados para o calçado brasileiro”.

A cotação do dólar mais valorizada dos últimos 12 anos ainda não refletiu nas exportações de calçados. Em julho, o embarque 9,5 milhões de pares gerou US$ 80 milhões, número que, apesar de levemente superior ao registro do mês anterior (US$ 78,48 milhões) ficou 7,2% abaixo do registro do mesmo mês do ano passado (US$ 86,36 milhões). No acumulado de janeiro a julho deste ano, os calçadistas embarcaram 65,6 milhões de pares que geraram US$ 544 milhões, quantia 10,6% menor do que o auferido no mesmo período de 2014 (US$ 608,72 milhões).

Para o presidente-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Heitor Klein, o dólar mais alto ainda não refletiu positivamente nos embarques, algo que deve ocorrer no último trimestre de 2015, quando os pedidos de primavera-verão chegam aos respectivos destinos. “Os contratos são fechados com antecedência de três ou mais meses, então o que está chegando hoje aos destinos ainda não foi negociado com os patamares mais elevados da moeda norte-americana”, explica.

Segundo o executivo, a expectativa é de encerrar o ano com uma recuperação importante nos embarques. “Os exportadores serão auxiliados pelo câmbio, mas também pelas recuperações em alguns dos principais mercados para o calçado brasileiro e as participações positivas nas feiras do segundo semestre”, projeta o executivo, ressaltando os negócios realizados nas mostras internacionais como GDS, na Alemanha, e IFLS/Colombiamoda, na Colômbia, que devem gerar mais de US$ 23 milhões em pedidos para a temporada verão. “Tivemos participações positivas nessas feiras, e ainda temos pela frente mostras internacionais importantes como a theMicam, na Itália, e a FN Platform, nos Estados Unidos”, acrescenta Klein.

Entre janeiro e julho deste ano, o principal destino do calçado verde-amarelo foram os Estados Unidos, para onde foram embarcados 6 milhões de pares que geraram US$ 106,17 milhões, 0,9% menos do que no mesmo ínterim de 2014 (US$ 107,14 milhões). O segundo maior comprador internacional do produto brasileiro foi a Argentina, que apesar da crise, importou 3,66 milhões de pares no período, gerando US$ 36,9 milhões para os exportadores brasileiros, resultado 16,2% menor do que o do ano passado (US$ 44 milhões). Na sequência aparecem a França, que importou 5,4 milhões de pares por US$ 35,25 milhões (queda de 5,4% ante 2014) e a Bolívia, que comprou 3,64 milhões de pares por US$ 27,9 milhões (alta de 11,5% frente ao ano passado).

O destaque positivo entre os destinos são os Emirados Árabes, para onde foram enviados 1,3 milhão de pares que geraram US$ 14,53 milhões, 34% mais do que no mesmo período de 2014 (US$ 10,8 milhões).

Em recuperação, os calçadistas gaúchos registraram o único resultado positivo entre os maiores exportadores do produto brasileiro em julho. No mês passado, os empresários apontaram um incremento de 1,6% nos embarques, em dólares, na relação com o mês de julho de 2014. No mês sete partiram do Rio Grande do Sul 1,9 milhão de pares que geraram US$ 37,28 milhões. De janeiro a julho, os gaúchos, que respondem por quase 40% da receita total gerada com as exportações de calçados no Brasil, embarcaram 10,87 milhões de pares por US$ 212,58 milhões, 4,6% menos do que no mesmo período de 2014 (US$ 222,93 milhões).

O segundo exportador segue sendo o Ceará, que no mês passado exportou 3,7 milhões de pares por US$ 17,73 milhões, 12,6% menos do que no mesmo mês do ano passado. No acumulado do ano, os cearenses embarcaram 26,15 milhões de pares por US$ 138,78 milhões, 17,6% menos do que em 2014.

Na sequência aparece São Paulo, que embarcou 900 mil pares por US$ 9 milhões em julho (queda de 23,5% ante 2014) e no acumulado somou 5,54 milhões de pares e US$ 75,83 milhões (queda de 13,1% no comparativo).

Apesar do aumento das importações de calçados registrado em julho, quando entrou no País o equivalente a US$ 54,7 milhões (29,5% mais do que no mesmo mês de 2014), no geral a entrada de calçados no Brasil está em queda na relação com o ano passado. No acumulado entre janeiro e julho entraram no país 22,7 milhões de pares pelos quais foram pagos US$ 338 milhões, 4,9% menos do que no mesmo ínterim de 2014 (US$ 355,2 milhões).

As principais origens seguem sendo os países asiáticos. Nos sete meses de 2015 vieram do Vietnã 9,85 milhões de pares pelos quais foram pagos US$ 180,15 milhões, 14,7% menos do que no ano passado (US$ 211,3 milhões). Na sequência, aparecem Indonésia (4,67 milhões de pares por US$ 86,16 milhões, 36,3% mais do que no ano passado) e a China (5 milhões de pares por US$ 32,46 milhões, queda de 9% ante 2014).

Em partes de calçados (cabedais, solas, saltos, palmilhas etc) a importação também diminuiu no acumulado de janeiro a julho. Neste período, foi importado o equivalente a US$ 38,26 milhões, 22,4% menos do que no ano passado (US$ 49,3 milhões). As principais origens são China, Paraguai e Vietnã.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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