Sucesso de uma confecção não depende apenas da criatividade do empreendedor, mas o empresário deve conhecer bem o negócio

O Brasil possui hoje um dos maiores parques fabris do mundo.
O Brasil possui hoje um dos maiores parques fabris do mundo.

O ramo de confecção vive em torno da moda, que como parte de toda a cadeia têxtil, vem passando por significativa transformação. No cenário atual as indústrias têxteis brasileiras têm investido na automação e qualificação de mão de obra como forma de enfrentar a concorrência dos tecidos estrangeiros.

Os riscos desse tipo de negócio são o alto investimento inicial, a forte competitividade do setor e a sazonalidade da demanda em função das coleções primavera/verão e outono/inverno. Por isso, o controle sobre o volume de produção é fundamental para o equilíbrio financeiro da confecção, evitando peças encalhadas e pedidos não atendidos. Já o sucesso do negócio não dependerá apenas do talento e da criatividade do empreendedor. É fundamental que o empresário conheça o negócio, as tendências do setor, os processos de gestão da empresa e os equipamentos disponíveis no mercado.

Só para se ter uma ideia do potencial do mercado têxtil e de confecções, assumindo o posto mundial de segundo maior fornecedor de índigo, o terceiro maior fornecedor de malha, o quinto maior produtor de confecção e o oitavo maior mercado de fios, filamentos e tecidos.

Já a localização do ponto comercial é uma decisão relevante para uma indústria de confecções. Dentre todos os aspectos importantes para a escolha do ponto, o empreendedor deve considerar a densidade populacional, o perfil dos consumidores locais, a concorrência, os fatores de acesso e locomoção, a proximidade com fornecedores e a segurança do local.

Quanto ao investimento para montar uma pequena confecção, ele vai variar de acordo com o número de máquinas, empregados, nível de terceirização e reformas do imóvel. Neste sentido, é importante que o empreendedor faça uma análise do capital disponível para atender às suas necessidades. Mas, de acordo com cálculos dos consultores do Sebrae, uma indústria de confecção, estabelecida num imóvel alugado de 100 m², exigirá um investimento inicial de cerca de R$ 100 mil.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *