Protesto em cartório facilita cobrança de dívida de condomínio

dívidas condomíniosA inadimplência no pagamento de taxas condominiais em Curitiba teve média de 4,9% em 2015, e a tendência para 2016 é aumentar, conforme levantamento realizado pelo Sindicato da Habitação e Condomínios do Paraná (Secovi-PR). Com o objetivo de oferecer mais uma ferramenta para a cobrança desses títulos, incentivando a conciliação, a vigência do Novo Código de Processo Civil permite que essas dívidas sejam protestadas em cartório, sem precisar de uma ação judicial.

De forma prática, as cobranças de condomínios atrasados passaram a ser consideradas Títulos Executivos Extrajudiciais, como já são as notas promissórias, o cheque e a letra de câmbio, entre outros. O diretor de Tabelionato de Protesto da Associação dos Notários e Registradores do Estado do Paraná (Anoreg-PR) Antonio Carlos Pacheco explica que procurar esse tipo de cobrança “previamente a uma ação é bem mais adequado e prudente, pois pode ser que a questão já seja resolvida de forma extrajudicial. E o custo para fazer esse serviço não é alto”.

A regulamentação da ferramenta traz benefícios para todas as partes. “Havendo um apontamento para protesto, o devedor tem a oportunidade de quitar a dívida antes de uma possível ação judicial, que implicaria em custos maiores. Isso além de facilitar o mecanismo de cobrança para aqueles que precisam exercê-la, pois ao invés de ter que esperar o prazo de resolução de uma ação judicial, que pode ser longo, a questão pode ser resolvida de forma mais prática”, afirma Pacheco.

O procedimento é simples e os prazos são os mesmos de qualquer outro título protestado no tabelionato. “A partir do momento em que o título é apontado pelo credor, o tabelião tem três dias para protestá-lo. Caso o devedor intimado recuse-se a pagar, o protesto será lavrado”, explica Pacheco. Se a ação de cobrança então passar para a esfera judicial, o protesto, por ser dotado de fé pública, pode ser utilizado como prova da impontualidade do devedor.

Este tipo de determinação do novo código é mais uma forma de garantir uma conciliação facilitada, sem envolver a justiça. Para o diretor, essas facilidades são um grande avanço no campo de direito: “É uma tentativa de fazer com que as partes se entendam extrajudicialmente antes de entrar na esfera do litígio judicial. Isso facilita não só para os envolvidos, como também para o Estado, que passa a se ocupar de questões mais relevantes e de maior importância do que de pequenas situações que poderiam ser resolvidas de outra forma”, conclui.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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