Inovação pode ser uma boa iniciativa para que as empresas voltem a crescer
Em tempos de dificuldade e arrocho financeiro como o que estamos passando, incentivar os trabalhadores a se tornarem mais inovadores e procurar por soluções, pode ser uma boa iniciativa para que as empresas voltem a crescer. Entretanto, o que nós temos visto nos últimos anos é que as empresas de uma forma geral têm investido muito pouco em inovação. Só para se ter uma ideia, uma pesquisa feita pela Confederação Nacional da Indústria mostra que as grandes empresas investem apenas 5% de seu orçamento em inovação, enquanto que nas pequenas e médias empresas, este porcentual varia entre 1% e 3%. E olhe que existe até linhas específicas de financiamento destinadas à inovação.
Em primeiro lugar, é importante lembrar aos empresários que a inovação não depende necessariamente de grandes investimentos ou da existência de grandes tecnologias. Trata-se de algo que envolve mudança de atitude e de hábitos. Uma boa opção é a empresa se cercar de pessoas que tenham fôlego suficiente para o surgimento de novas ideias e para tocar novos projetos.
Outro ponto importante é que a inovação não provém de um gênio individual. Por isso, vale lembrar que a maior parte das inovações foi criada através de grupos de pessoas trabalhando juntos. Neste sentido, as empresas devem estimular a criação de redes de trabalho colaborativo, bem como a troca constante de ideias.
Conversando com alguns consultores de empresas eles me disseram que buscar a inovação por meio de múltiplas fontes, tanto internas quanto externas, é outra alternativa. Isso significa que quando pessoas com diferentes pontos de vista convergem, acabam criando projetos de inovação que sozinhas não conseguiriam pensar.
Também é fundamental que os empresários se mantenham abertos a ideias estranhas, pois nunca se sabe de onde uma inspiração pode brotar para um novo processo, produto ou embalagem.
E, por último, as correções são necessárias para criar e manter o nível de inovação funcionando perfeitamente. Para tanto, todo líder de uma empresa deve se autoquestionar ao longo do tempo sobre três perguntas básicas: O que eu devo continuar fazendo? O que eu não devo continuar fazendo? E o que eu devo começar a fazer?








