Confiança da construção acelera em agosto
O Índice de Confiança da Construção (ICST) subiu 1,8 ponto em agosto, alcançando 72,5 pontos – o maior nível desde julho de 2015. Após a segunda alta consecutiva, o índice acumula ganho de 5,9 pontos desde o mínimo histórico de fevereiro. Embora o índice continue muito mais próximo do registro mínimo que da média histórica e mostre uma evolução em 2016 menos favorável que a de outros segmentos produtivos acompanhados pelo FGV/IBRE, a tendência de redução do pessimismo já parece evidente.
“O empresário da construção começou a sinalizar que não está apenas com expectativas menos negativas. A percepção dominante é de que a atividade lentamente começa uma retomada, o que já está se refletindo no indicador de mão de obra prevista. Nos últimos três meses, os empresários passaram a apontar maior intenção de contratar”, observou Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção da FGV/IBRE.
No grupo Materiais, Equipamentos e Serviços, o índice correspondente a Materiais e Equipamentos registrou variação de 0,26%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,15%. Dos quatro subgrupos componentes, dois apresentaram acréscimo em suas taxas de variação, destacando-se materiais para instalação, cuja taxa passou de -0,36% para 1,19%.
A parcela relativa a Serviços passou de uma taxa de -0,01%, em julho, para 0,28%, em agosto. Neste grupo, vale destacar a aceleração da taxa do subgrupo projetos, cuja variação passou de 0,44% para 0,84%.
O índice referente à Mão de Obra registrou variação de 0,26% em agosto, ante 1,93% no mês anterior. Esta variação ocorreu devido aos reajustes salariais registrados em Porto Alegre e Salvador. Esta última cidade captou a segunda parte do reajuste salarial praticado em janeiro de 2016.
Cinco capitais apresentaram aceleração em suas taxas de variação: Salvador, Brasília, Belo Horizonte, Recife e Porto Alegre. Em contrapartida, Rio de Janeiro e São Paulo registraram desaceleração.








