Quantidade de dívidas atrasadas diminui pela primeira vez desde 2010
O indicador do SPC Brasil e da CNDL também verificou o primeiro recuo na quantidade de dívidas atrasadas desde o início da série histórica, em 2010. Ainda, que seja um recuo modesto, na comparação entre agosto de 2016 e o mesmo mês do ano passado houve retração de 0,76%, considerando as quatro regiões pesquisadas. O Nordeste novamente se destaca: a alta do indicador em agosto foi de 1,37% – única região a apresentar crescimento. Em seguida aparecem o Norte, com variação negativa de 0,17%, o Centro-Oeste com recuo de -2,72% e a região Sul com a maior retração, de -3,46%.
A abertura do indicador de dívidas em atraso por setor da economia mostra que o brasileiro ainda enfrenta dificuldades para realizar o pagamento de contas básicas. O maior avanço no número de dívidas foi com as empresas concessionárias de serviços como água e luz, cuja alta atingiu 2,34% na comparação anual. “Além da maior dificuldade do consumidor em arcar até mesmo com suas contas básicas, em meio à crise econômica, as empresas desses serviços mostram mais disposição em negativar os consumidores inadimplentes como forma de acelerar o recebimento dos compromissos em atraso. Tem se tornado mais comum que essas empresas negativem o CPF do residente antes de realizar o corte no fornecimento”, afirma a economista-chefe Marcela Kawauti.
Já as dívidas com os bancos caíram -0,54% e as de comércio cresceram 0,55%, ambos na base anual de comparação. A maior retração foi no setor de comunicação, que engloba TV por assinatura, internet e telefonia, com recuo de -6,80%. Para os especialistas do SPC Brasil, esta queda ainda não pode ser configurada como tendência para o segmento, mas sim uma acomodação, já que o setor foi o destaque negativo da inadimplência ao longo de vários meses em 2015, apresentando as maiores altas do indicador.
Ainda que o crescimento das dívidas no setor de contas de água e luz seja o principal destaque do mês de julho, as dívidas com os bancos são as que concentram, proporcionalmente, o maior número de pendências, com participação de 42,32% no total de dívidas em atraso das quatro regiões, seguido do comércio, com 24,62% e do setor de comunicação, com 12,51%. O setor de água e luz concentra 8,89% do total de pendências.








