Customização de soluções é tendência na indústria brasileira

De acordo com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Índice de Confiança da Indústria (ICI) chegou ao nível de 88,2 pontos, avançando 2,1 pontos, o maior nível desde julho de 2014. Isso significa que a credibilidade da indústria brasileira está aumentando. Os sintomas da crise econômica estão baixando e a visão sobre a indústria está mais otimista.

Essa percepção positiva tem movimentado o setor, tanto que é cada vez maior o número de companhias que buscam soluções de automação personalizadas com o objetivo de ampliar a produtividade e, assim, obter uma vantagem competitiva frente aos demais concorrentes. Diante desse cenário, a Festo tem desempenhado importante papel no sentido de fornecer tecnologia adequada à demanda do cliente.

Por intermédio da equipe de Produtos Especiais, a empresa desenvolve soluções personalizadas, pensadas exclusivamente para cada cliente, para cada negócio. Esse trabalho é liderado por um grupo de engenheiros dedicados a esse serviço. “A partir da solicitação, vamos até a empresa a fim de reunir em detalhes as necessidades do cliente. Após isso, é feito um estudo interno para encontrar a melhor solução para o negócio. Assim que a proposta comercial é fechada, o desenvolvimento é iniciado.”, explica Carlos Neves, Gerente de Customer Solution da Festo.

De acordo com ele, esse desenvolvimento é feito no Brasil e segue rigorosos padrões de qualidade determinados pela sede da empresa na Alemanha. “Pela proximidade, o cliente pode acompanhar de perto o andamento do projeto. Essa relação é fundamental para o êxito da solução”, afirma Neves. Ele explica que um produto especial pode ser desenvolvido do zero, ou a partir de ajustes realizados em itens já presentes na linha de produção da Festo.

Atualmente, os segmentos que mais demandam por produtos adaptados são os setores de máquinas e equipamentos especiais, siderúrgico, alumínio, móbil e alimentos e bebidas. Um exemplo de aplicação recente desenvolvido pela Festo são cilindros para a indústria de alimentos capazes de suportar temperaturas abaixo de 40 graus negativos. Para esse projeto, foram realizadas modificações na vedação da haste do pistão, junta da haste, amortecimento e o uso de lubrificante resistente ao frio.

Em um primeiro momento, pode-se imaginar que um produto customizado representa um custo mais elevado para o cliente. Mas isso não é verdadeiro. “Não é porque a solução é especial que ela necessariamente será mais cara. Às vezes o produto tem menos funcionalidades do que o produto de linha e, por isso, acaba saindo mais em conta”, comenta Neves.

Segundo Neves, nos últimos cinco anos mais de 300 mil unidades adaptadas pela Festo Brasil chegaram ao mercado, entre elas atuadores especiais, válvulas elétricas e pneumáticas especiais, unidades de tratamento de ar e acessórios. Muitas dessas soluções foram desenvolvidas sob contratos de confidencialidade, de acordo com os anseios do cliente.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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