Exportações de calçados geram US$ 84,7 milhões em setembro

 

exportação - conteineresDados elaborados pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) apontam que, em setembro, foram embarcados 10,4 milhões de pares para o exterior, o que gerou US$ 84,7 milhões. Os resultados demonstram uma estabilidade, com leve queda frente a agosto (-3,4%) e incremento de 3,6% na relação com o mesmo mês do ano passado. Com isso, os calçadistas acumularam 87 milhões de pares embarcados por US$ 702,5 milhões entre janeiro e setembro, resultados superiores tanto em dólares (+1,1%) quanto em pares (+0,5%) no comparativo com igual ínterim de 2015.

O presidente-executivo da Abicalçados, Heitor Klein, destaca que a instabilidade cambial segue impedindo um resultado melhor para os exportadores. “No início do ano, esperávamos um desempenho positivo ao longo de 2016. Com a instabilidade cambial provocada pela crise econômica e política brasileira, bem como as incertezas macroeconômicas, acumulamos resultados negativos na primeira parte do ano. Agora, com o quadro um pouco mais definido, já podemos vislumbrar um resultado pouco superior ao de 2015, mas o quadro ainda é nebuloso”, avalia o executivo. Segundo ele, a recuperação tem sido puxada por mercados importantes, como os Estados Unidos e a Argentina, país que tinha uma demanda represada pela política protecionista aplicada pelo governo de Cristina Kirchner entre 2012 e 2015.

Entre janeiro e setembro, o principal destino do produto brasileiro foram os Estados Unidos, país que importou 9 milhões de pares por US$ 159,7 milhões, resultados superiores tanto em volume (+16%) quanto em dólares (+16,6%) na relação com igual período do ano passado. Com isso, os Estados Unidos responderam por quase 23% do total gerado com exportações de calçados no período analisado.

A Argentina, que segue na segunda posição entre os destinos do calçado verde-amarelo, importou 7,3 milhões de pares por US$ 83,35 milhões, incrementos de 17,8% em volume e 57% em receita gerada no comparativo com o acumulado dos nove meses do ano passado.

O único país a registrar queda no pelotão de frente dos principais destinos foi a França. Entre janeiro e setembro, os franceses importaram 6 milhões de pares por US$ 40 milhões, quedas de 3,5% e 2,8%, respectivamente, no comparativo com o mesmo período de 2015.

O Rio Grande do Sul segue sendo o maior exportador de calçados do Brasil. Entre janeiro e setembro, os gaúchos exportaram 20,5 milhões de pares que geraram US$ 313,5 milhões, resultados superiores tanto em pares (+46%) quanto em receita (+17%) no comparativo com o ano passado. Com isso, o Estado respondeu por quase 45% do total gerado com exportações de calçados no período.

O Ceará foi o segundo destino no período. Nos nove meses os cearenses exportaram 32,5 milhões de pares que geraram US$ 180,56 milhões, queda de 5,4% em pares e incremento de 1% em dólares no comparativo com igual período de 2015. São Paulo apareceu na sequência com 7 milhões de pares embarcados por US$ 80,85 milhões, quedas tanto em pares (-2,6%) quanto em receita (-14,5%) no comparativo com o acumulado do ano passado.

Importações

Com a desvalorização de 23% ao longo do ano, o câmbio, ao mesmo tempo em que prejudicou a competitividade dos exportadores, abriu mais espaço para as importações de calçados. No mês de setembro, entraram no Brasil 2,3 milhões de pares pelos quais foram pagos US$ 43 milhões, resultado 7,5% superior ao auferido no mesmo mês do ano passado. Se comparado ao mês de agosto, o número é 28,5% maior. Com o resultado de setembro, no acumulado entraram no País 18,35 milhões de pares pelos quais foram pagos US$ 273,58 milhões, números menores tanto em volume (-34%) quanto em valores (-33,7%) na relação com igual ínterim de 2015.

As principais origens das importações no período foram Vietnã (8,3 milhões de pares por US$ 152,23 milhões, quedas de 35% e 32%, respectivamente), Indonésia (3,2 milhões de pares por US$ 58 milhões, quedas de 42,2% e 42,5%) e China (5,2 milhões de pares por US$ 30 milhões, quedas de 6,4% e 21,6%).

Em partes de calçados – cabedais, palmilhas, saltos, solas etc – foi importado o equivalente a US$ 33,3 milhões, 30,5% menos do que o registro acumulado entre janeiro a setembro do ano passado. As principais origens foram China, Paraguai e Vietnã.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *